03/05/2019 - 12:45
Evento debateu a evolução do setor jurídico com direito a palestra disruptiva de Henrique Fogaça

Grandes líderes do Direito, especialistas de RH e TI abordaram as tendências para o mercado em Gestão Estratégica, Inovação e Diversidade

Buscando ser uma oportunidade para debater a inovação na advocacia brasileira, foi realizado na última quinta (25) o Legal Experience 2019 - 1ª Edição. O evento aconteceu no hotel Renaissance, em São Paulo, e contou com a presença de entidades representativas do setor, como as OABs, grandes escritórios de advocacia, associações, empresas de tecnologia e do Chef Henrique Fogaça.
Entre os debates mais importantes do dia estiveram assuntos como Gestão, Tecnologia e Diversidade.
O presidente da OAB SP, Caio Augusto Silva dos Santos, abriu o Legal Experience citando a importância de se ter coragem para inovar. Ele também ressaltou a importância do advogado para a manutenção da democracia e administração da Justiça de um país.
A presidente da Comissão de Inovação e Gestão da OAB-GO, Isis Fontenele, afirmou que o Legal Experience é uma oportunidade ímpar de realizar um panorama sobre o campo do Direito no Brasil.

Gestão jurídica em tempos ágeis
Edgard Carvalho, sócio vice-presidente do Nelson Willians & Advogados Associados, afirmou que o Direito brasileiro está passando por uma revolução tecnológica. Porém, ele lembrou que existem desafios e barreiras para que todos se adaptem aos novos tempos.
A sócio-fundadora da Ana Rita Petraroli Advogados Associados, Ana Petraroli, lembrou a necessidade de se conjugar a experiência com a inovação. Ela alertou que os escritórios precisam ser disruptivos, mas que isso só aparece para quem se atenta aos detalhes dos processos.

Diversidade: A inclusão como valor estratégico
O evento também debateu a diversidade como valor fundamental para o crescimento das empresas nos tempos modernos.
Juliana Zan, superintendente de RH da Tokio Marine, abordou diversos aspectos da diversidade. "No último ano a empresa dobrou o número de contratações de pessoas maduras. Hoje, temos 10% do nosso quadro formado por pessoas com mais de 50 anos, sendo que o mais velho tem 79 anos. Nós entendemos que a expectativa de vida está aumentando e que essas pessoas continuam ativas e produtivas", diz.
João Luiz Cunha dos Santos, do setor jurídico corporativo da Tokio Marine, fez um relato da sua experiência pessoal e falou sobre os obstáculos que enfrentou para se reinserir no mercado de trabalho devido à idade.
João, que possui um currículo que inclui especialização na França e passagens por grandes companhias, ressaltou a importância da valorização dos profissionais experientes e da mistura de gerações para o desenvolvimento das empresas.
A juíza do Trabalho de São Paulo Mylene Ramos abordou o tema de diversidade racial. Ela pontuou que apesar dos negros e pardos formarem 54% da população brasileira, somente 20% dos juízes brasileiros são dessas etnias.
Na questão de gestão, ela defendeu que é preciso capacitar colaboradores para aprender a lidar com o mundo diverso. Ela exemplificou o problema presente no mundo corporativo citando as recorrentes piadas preconceituosas que estigmatizam minorias.

A evolução da inteligência jurídica
Felipe Guimarães, Data Intelligent Executive da Oracle, afirmou que benefícios trazidos pela tecnologia são preponderantes para o mundo jurídico. Ele exemplificou uma técnica que já está sendo utilizada e trazendo resultados.
"Nós já temos softwares que conseguem avaliar, a partir de probabilidade, sobre as melhores decisões que podem ser tomadas em um processo. Isso deixa o escritório ou órgão com uma tomada de decisão muito mais ágil", citou.

Empatia e Networking
Gaya Machado, que é Doutoranda em Psicologia e Especialista em Desenvolvimento do Potencial Humano, falou sobre temas como neurociência e neurocomportamento. Ela explicou como que pesquisas nessas áreas do conhecimento nos mostram que nosso cérebro é resistente às mudanças e como é preciso ter estratégias para que possamos abrir a mente para os tempos ágeis.
Amira Chammas, diretora jurídica da Formitex e fundadora do grupo Jurídico Sem Gravata, contou uma experiência de empatia bem-sucedida em sua empresa. Durante um tempo, uma pessoa de seu escritório trocou de lugar com uma empresa cliente. Ou seja, o colaborador virou cliente e o cliente virou colaborador.
Ela afirmou que o experimento criou uma excelente sinergia e gerou um grande case de empatia, já que todos ouviram os relatos dos envolvidos e perceberam a importância de se colocar no lugar do outro.

Experiência disruptiva
A empresária Eliane Girão, sócio-fundadora da ESG Corp e idealizadora do Legal Experience 2019, contou que o evento tinha uma proposta disruptiva de interação. "Nossa ideia foi fazer as pessoas realizarem um workshop mais pessoal e terem experiências sensoriais. Ou seja, todos os participantes experimentaram cheiros, sons, sabores e uma conexão de empatia mútua", explicou.
Ela salientou, ainda, a importância das questões debatidas. "Foi um dia onde falamos sobre diversidade, inclusão, papel da mulher, inteligência emocional, tecnologia, metodologias ágeis e vários outros assuntos pertinentes ao setor jurídico e a sociedade de maneira geral", disse.
O último palestrante do evento, o Chef Henrique Fogaça, realizou a chamada "Experiência Show". Fogaça cozinhou uma receita de risoto de brie e exemplificou processos de gestão durante a execução do prato, que foi replicado por gestores convidados e depois avaliado pelo Chef. Posteriormente a receita foi servida aos participantes do evento.
Durante o preparo o Chef contou um pouco sobre sua história de superação. Ao longo da atividade ele mostrou seu lado empreendedor e deu dicas valiosas de como alcançou o posto de referência no setor de gastronomia no país.
"Eu comecei a cozinhar sozinho e hoje tenho 360 funcionários que trabalham comigo. Percebo a cada dia que o comprometimento é essencial para fazer as coisas andarem. E para gerir bem é preciso estar aberto para ouvir as pessoas e absorver novas ideias", defendeu.
Ele ainda argumentou que para realizar uma boa gestão é preciso ter humildade. "Eu fui aprendendo a fazer o que faço e ainda estou evoluindo. Lá [nos restaurantes] eu só sou mais um e não me vejo como o chefão, porque sem eles eu não consigo pôr em prática o que eu acredito. Pondo em prática essas questões, qualquer ramo de negócio pode crescer e evoluir", finalizou.


Website: https://esgcorp.com.br/legalexperience2019/





Newsletter
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.