07/03/2017 - 11:40
Entre a Ignorância e a Justiça


“Não é adequado a um bispo silenciar naquilo que pensa” (Sto. Ambrósio, Carta LXXIV, 2-4).

Os anos de perseguição e injustiças me ajudaram a crescer porque é no contexto eclesial onde isso mais acontece. E tais coisas continuam a acontecer silenciosamente em Votorantim e sob as astúcias do vigário que se considera perito no que diz respeito à sucessão apostólica e validade sacramental.

Vomitam uma cartilha constante aos fiéis e deles esperam uma obediência cega sob as penalidades do direito canônico romano e as condenações do inferno.

A estes aos quais celebrei, confessei e socorri nas horas amargas, mas agora o meu ministério já não serve... Após vinte e dois anos de sacerdócio o Espírito Santo decidiu por decreto romano não agir mais através de minhas mãos e de minha missão.

Fazem ecumenismo com realidades eclesiais no CONIC (Conferência Nacional de Igrejas Cristãs) para manter um diálogo oficial do qual eles mesmos não acreditam e com algumas destas Igrejas sérias de longa tradição não reconhecem nem a sucessão, nem a validade sacramental e das Ordens, mas se beijam nos encontros ecumênicos promovidos entre si.

Rebatizam sem escrúpulos irmãos e irmãs cristãos como se isso fosse uma ‘brincadeira ritual’ e onde só eles possuem o monopólio da verdade sacramental e sua autêntica administração. E se nós agíssemos com a lei da reciprocidade? Equidade e justiça não devem caminhar juntas?

Se só o ‘pedigree’ romano nos concede a graça de ir ao Céu e de reconhecer os sinais sensíveis da graça de Deus creio que esse não é o Evangelho de Jesus do qual eu me encontrei. De fato na época de Jesus já existiam muitas religiões e Ele não desejou fundar nenhuma, mas sua primeira proposta desafiadora: “O Reino de Deus está no meio de vós...” e da qual todos nós cristãos somos canais pobres e falíveis.

Há muita prepotência clerical e em certos guetos paroquiais o Espírito já não sopra, pois os vomita! Continuemos nossa luta confiantes na graça do Paráclito nosso grande defensor, pois Ele “vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém...” (Rm 8, 26).

 

Coluna publicada na página 05 da edição 208 da Gazeta de Votorantim de 04 a 10 de março de 2017







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