21/03/2017 - 18:24
O desafio da inclusão no campo educativo


*Maria Aparecida de Lima Madureira


No final do século XX em função das mudanças promovidas pelo avanço do capitalismo e das novas tecnologias, agências multilaterais como a ONU e o Banco Mundial patrocinaram conferências cuja síntese encontra-se no lema “educação para todos” da emblemática Conferência de Jomtien. Ampliando a visão de direitos humanos a educação escolarizada passou a ser defendida como um direito de todas as crianças. No ano de 1994, na cidade de Salamanca outro documento endossa ações efetivas para que fosse garantido o direito de crianças com necessidades especiais frequentarem a escola de ensino regular, atendendo o ideal de universalização da escola.

Desde então os países implementaram ações, nem sempre eficazes, para que esse direito fosse efetivado. Olhando para o campo educativo na atualidade é possível perceber que a inclusão foi acontecendo, a despeito das escolas estarem ou não preparadas, mesmo porque essa adequação demandaria muito tempo e a humanização que o espaço educativo promove é sempre uma construção coletiva acontecendo no cotidiano e projetando um futuro que se apropria das condições possibilitadas pelo presente.

Enquanto educadora há mais de 25 anos, por muito tempo duvidei que a inclusão fosse positiva.  São muitas as dificuldades que o campo educativo sofre: falta de recursos materiais e humanos, solidez teórica que dê respaldo para que a aprendizagem das crianças que possuem necessidades especiais aconteça, apoio psicológico e de outros especialistas fundamentais como suporte para a escola realizar sua função educativa e social. O tempo, no entanto, mostrou que as respostas na maioria das escolas, foi de acolhimento, realizando, cada uma a seu jeito a inclusão.

Há muito ainda a ser feito. Falta muito em termos de recursos para que a educação inclusiva seja plena, porém a chegada de todas as crianças permitiu que o espaço humanizante da escola ficasse melhor. O desafio da inclusão tem projetado para a educação uma finalidade coletiva transformadora que com toda certeza frutificará.



Maria Aparecida de Lima Madureira é doutoranda em Educação pela UNISO.







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