05/09/2017 - 12:09
Beneditinas prosseguiram trabalho das religiosas da Consolata
 Foto: Arquivo 

Beneditinas à frente, na Missa de Envio das Bandeiras do Divino em 1998

Depois da presença marcante das Irmãs da Consolata entre os anos de 1948 e 1991 junto ao hospital Santo Antônio e na igreja católica de Votorantim, a comunidade ressentia da continuidade do trabalho das religiosas. Logo depois eis que atende ao chamado a Congregação das Irmãs Beneditinas Missionárias de Tutzing, conhecida na região por ser mantenedora do Colégio Santa Escolástica, de Sorocaba. Nos 17 anos que aqui ficaram, em grande parte do tempo tiveram como madre superiora a Irmã Hilde Martin.

Com a saída das Irmãs da Consolata e a manifestação na cidade querendo ter as religiosas, logo o então bispo Dom José Lambert entrou em contato com as Beneditinas, convidando-as para que assumissem alguma função no hospital.

Durante um ano e meio duas irmãs enfermeiras trabalharam no Santo Antônio. Moravam no colégio Santa Escolástica, pegavam diariamente o ônibus no terminal da rua Paula Souza e iam até o ponto final das linhas de Votorantim, na época em frente do hospital. Chegaram a formar um grupo de seis irmãs, no final, estavam em três na cidade.

Uma moradia perto do hospital foi construída para abrigar as irmãs e por ali ficaram por cerca de três anos. Com a mudança da direção hospitalar, solicitaram a casa e foi oferecido um casarão na parte baixa do terreno, numa rua sem saída, onde ficaram por mais cinco anos. Por ser um local mais isolado, as irmãs não se sentiam seguras, tanto que ouve três tentativas de entrarem no espaço. O hospital achou por bem oferecer outra moradia, desta vez ao lado da Capela onde permaneceram até o final do período.

Ficaram saudades do trabalho no hospital e do auxílio junto a igreja, das irmãs Auxiliadora, Beatriz, Maura, Aparecida, Salete, Iraci, Nilda, Cecília, Maria das Graças, Maria Regina, entre outras. Além da saudosa votorantinense Irmã Liliana Criguer, que não trabalhou nesse período em Votorantim, permanecendo no colégio Santa Escolástica. Já Irmã Hilde foi a que teve maior identificação com a cidade, ia às comunidades conduzir a Celebração da Palavra, ajudou a formar a comunidade Santo Expedido, do Parque São João e participou do início da comunidade católica do Jardim São Lucas. O Santo Antonio II foi o bairro que mais se dedicou.
           
Cesar Silva é jornalista e autor de três livros sobre a história local
Visite a Fanpage: “Histórias da Minha Cidade –Votorantim”

 

Coluna publicada na página 13 da edição 234 da Gazeta de Votorantim de 02 a 08 de setembro de 2017







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