30/10/2017 - 15:38
Votorantim se tornou a Capital do Cimento
 Foto: Arquivo 

Vista parcial da fábrica Votoran, em Santa Helena

Toda cidade tem suas referências e é natural quando falamos de uma localidade, lembrar-se de marcas, costumes e potencialidades. Votorantim como os demais municípios também cultiva seus símbolos e um deles é o título de “Capital do Cimento”, adotado como slogan oficial através da lei nº 347, de 18 de maio de 1979, que aponta a obrigatoriedade da exibição desta referência em todos os impressos e veículos oficiais.
Se hoje alguém pode contestar esse título levando em consideração a diversificação da atividade econômica local, não pode negar que por décadas a produção cimenteira contribuiu consideravelmente na geração de empregos e recolhimento de impostos.
O grande responsável por essa marca é a fábrica de cimento Votoran, na região de Santa Helena, iniciada em 1936 e que chegou a ter no seu auge mais de 2 mil funcionários. Em virtude de modernizações da planta fabril houve redução e em 1985 empregava 1.200 pessoas. Para a massa operária foram incansáveis dias trabalhando para garantir as metas de produção ao longo de décadas!
Votorantim ganhou o título de “Capital do Cimento” graças a grande quantidade de reservas de calcário em seu solo. Enquanto era possível detectar na região de Santa Helena os morros que são chamados como ‘lente calcária” de até 100 metros de altura e prontos para garantir a extração do minério, estudos apontaram por meio de perfurações que existiam nessa mesma localidade, na região de Baltar, lentes calcárias com até 500 metros de profundidade.

Foi o que motivou o Grupo Votorantim para que realizasse a lavra subterrânea. Nos fundos da fábrica tem a entrada do túnel, chamada de Pedreirinha Nova, que garante o percurso por 1,5 Km até a área de Baltar, onde se inicia as ramificações visando a exploração. Caminhões transportam até 35 toneladas de material bruto para garantir a produção cimenteira.

Por muitos anos houve o auxílio de caçambas que instaladas em cabos aéreos passavam pelo alto, transportando o calcário da pedreira de Baltar até a fábrica, mas enquanto as caçambas traziam pequena quantidade de material bruto, os caminhões garantiam maior volume de entrega.
               
Cesar Silva é jornalista e autor de três livros sobre a história local

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Coluna publicada na página 13 da edição 242 da Gazeta de Votorantim de 28 de outubro a 03 de novembro de 2017







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