09/11/2017 - 18:11
Cerca-Lourenço do Esporte Edição 243


Kaká Martins

O destaque da última semana foi a iniciativa da Prefeitura, em parceria com o Panatlhon Club Votorantim, de realizar o projeto “Bosque da fama”. Alguns prefeitos de gestões anteriores sempre receberam ideias e sugestões, não só de esportistas, mas também de jornalistas esportivos, para que se criassem uma espécie de museu do esporte, reunindo neste espaço fotos, artigos, objetos esportivos, camisas históricas e sala de vídeo com algumas performances registradas ao longo dos tempos. Porém, percebemos que o sonho parou apenas na vontade política, e nada se fez pela memória esportiva da cidade, salvo alguma homenagem ali, outra aqui, algo do tipo “só para dizer que não passou em branco”.
O Panathlon Votorantim se reorganizou há dois anos e parece que dá mostras que terá o apoio do poder público para a implantação deste, que deverá ser um dos projetos em parceria, resgatando a memória esportiva e homenageando atletas por meio do plantio de árvores nativas.


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A Copa Brasil de Futebol Infantil de Votorantim se aproxima, e a preparação da nossa seleção sub-15 continua a todo vapor. São garotos da região e, a exemplo do ano passado, a ideia é priorizar de fato meninos treinados pela comissão técnica, e não contratar atletas que não tenham vínculo com a cidade ou região. Há dúvidas com relação ao torneio que acontece sempre após a segunda semana de janeiro, e o alto custo detectado nos últimos anos pode forçar a Prefeitura a buscar parcerias público-privadas. A Copinha pode trazer algum benefício ao comércio, ao turismo, e satisfação e orgulho da cidade em receber atletas de todo o Brasil, mas a conta tem que fechar, e o poder público tem por obrigação apresentar o “balancete” depois do torneio, para que a população tenha a certeza que o evento continua valendo a pena.


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Constatamos algumas atividades oferecidas para a comunidade por meio da Secretaria de Desporto (Sedesp), em alguns centros esportivos e escolas municipais. O Jardim Toledo, por exemplo, recebe jovens para a prática do tênis de mesa e damas às quartas e sextas no período da manhã. O handebal pode ser aproveitado no bairro Itapeva, no CEU das Artes, em dois períodos nas terças feiras.
A capoeira dá o ar da graça no bairro da Chave, no Centro Comunitário, que há tempos não recebia atividades de recreação, com exceção o carnaval, ou eventos do time do Cachoeira. O mestre Alemão (Marcos) tem recebido muitas crianças e jovens da comunidade, que aproveitam a oportunidade para conhecerem e praticarem uma nova modalidade. O prédio ainda precisa de algumas reformas, porém a iniciativa já agrada aqueles que defendem um espaço onde possam aprender artes, capoeira, dança, música e outros.
Citei algumas atividades realizadas em alguns bairros e, de fato, a Sedesp tem se empenhado para levar esporte, o Integra Comunidade, recreação e lazer para nossos jovens, mas acredito que a prefeitura poderia divulgar melhor essa agenda. São muitas atividades e poucas crianças frequentando os espaços, ou por falta de informação, ou por falta de estímulo e motivação. A nova Secretaria de Desporto está “tirando leite de pedra” em seu primeiro ano de gestão com baixo orçamento, e está merecendo uma atenção maior do prefeito e sua equipe.
De nada adianta o esforço da pasta em ter multiplicado as atividades para a comunidade, se as mesmas não estão tendo frequência adequada e demanda por parte da população.
Essa informação precisa chegar de forma mais prática para os pais. A comunicação da Prefeitura precisa ser atuante também na esfera esportiva.


Kaká Martins é colunista da Gazeta de Votorantim, radialista e narrador esportivo.

 

 

Coluna publicada na página 12 da edição 243 da Gazeta de Votorantim de 04 a 10 de novembro de 2017







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