15/11/2017 - 15:41
Cerca-lorenço do Esporte Edição 244


Kaká Martins

Confirmados os clubes que irão disputar a 23ª edição da Copa Brasil de Futebol Infantil, a Copinha Sub 15. O trabalho agora fica por conta da Secom e Sedesp, que por meio do seu secretário Luciano da Silva em conjunto com a prefeitura tem a incumbência de promover o evento que é uma das maiores responsabilidades do poder público. Criticada às vezes e elogiada (na maioria das vezes), o torneio tem aquele charme com mistura de orgulho do seu povo que há décadas nessas terras respira futebol, e tem uma das maiores histórias registradas ao longo dos tempos.
Já imaginou Barretos sem seu tradicional rodeio?
E se as festas de São João fossem sacadas do calendário no Nordeste por falta de recursos?
A crítica em relação aos gastos da Copinha geralmente é discutida no âmbito político, ou por aqueles que são avessos a realização de eventos, seja Festa Junina, Copinha e outros.
Eventos que marcam uma cidade e seu povo são realizados exatamente para estas cidades terem uma referência em algum quesito que propague seu nome e suas tradições.
O que os críticos cobram e o poder público deveria ter a obrigação de mostrar são os gastos, ou um balancete digno de honrar o valor investido com dinheiro público.
O secretário Luciano da Silva comentou na reportagem publicada nesta edição do jornal sobre uma novidade da edição deste ano, na qual só vou acreditar “vendo”: Proposta de buscar parcerias com empresários locais.
Narrei, dirigi, acompanhei a copinha e desde 2008 ouvi comentários e tentativas de se firmar parcerias para diminuição do custo do dinheiro público por meio da iniciativa privada. Ou os administradores foram incompetentes, ou o comércio e empresariado de Votorantim não desejam investir de fato no evento, seja pela transmissão da TV, placas no Estádio ou outdoors nas vias.
A segunda copinha deste atual governo tem um novo secretário. Seria um desafio Luciano quebrar a estigma de “fala, fala” de parcerias e definitivamente provar o contrário do que fizeram secretários e administrações anteriores. Seria uma forma de mostrar agora o que é que se faz com o dinheiro público, já que a copinha é tão “valiosa e glomourosa” assim, porque não consolidamos essas parcerias com a cidade e seus investidores?



Kaká Martins é colunista da Gazeta de Votorantim, radialista e narrador esportivo.

 

 

Coluna publicada na página 12 da edição 244 da Gazeta de Votorantim de 11 a 17 de novembro de 2017







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