05/02/2018 - 09:59
Se a escola fosse uma orquestra


Se a escola fosse uma orquestra, seria possível ouvir-se a sinfonia da compreensão humana?

Como haver sinfonia se cada músico está com seu instrumento em um tom? Onde está o autor da sinfonia? Ou será que a orquestra é que não quer tocá-la? A orquestra está desafinada. E o maestro? Deve ser responsabilizado pelo insucesso? E os ouvintes, por que não gritam? Estão mudos? Não; não sabem gritar. Gritam, às vezes, buscando em outro músico o fracasso advindo do tom desafinado que emitem.

E você? Também é músico nesta orquestra?

A escola nunca será orquestra, se cada músico não se afinar. Os músicos devem interpretar a partitura da compreensão humana, para atender a cada ouvinte na sua individualidade. Não basta simplesmente tocar.

A harmonia entre os músicos e os ouvintes é a compreensão, o respeito, a doação, o “assumir”, é a responsabilidade, o envolvimento com o trabalho.

Reaja diante da música. Se um tom soa-lhe desafinado, pare! Do ponto de espera é calmo e longo; com sua ajuda virá outra música. Com certeza será o início de uma verdadeira orquestra onde todos possam entoar a música da paz, da harmonia, da colaboração, do respeito mútuo.

(Autor desconhecido)

 


Coluna publicada na página 06 da edição 253 da Gazeta de Votorantim de 03 a 09 de fevereiro de 2018

 








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