19/02/2018 - 10:04
Analfabetos

As pessoas, geralmente, ficam surpresas quando algum escritor ou palestrante utiliza o termo “analfabeto” para indicar pessoa de pouca luz. Muitos indivíduos inclusive se ofendem, pois acham que o termo é pejorativo, agressivo.

Mas, a palavra “analfabeto”, em sentido lato ou geral, significa apenas indivíduo que não sabe ler, nem escrever; ou seja, que não conhece o alfabeto. Não é ofensa, porque há muita gente no nosso país, que é altamente capaz em certas atividades na vida, e são analfabetas por falta de oportunidade de frequentar escola. Ser analfabeto é desconhecer determinada ferramenta, como um computador, por exemplo e, por isso, não poder utilizá-la de forma adequada para certo serviço a ser executado. Quem não conhece o alfabeto, como poderá juntar as letras e escrever, ou ainda, como entender o significado daquilo que outro escreve?

Atualmente, o termo analfabeto também está sendo aplicado àquelas pessoas que aprenderam o alfabeto, sabem ler e até escrevem algumas coisas. Mas, geralmente, não entendem o que estão lendo. São as chamadas de “analfabetas funcionais”. Infelizmente, a maioria das pessoas se enquadra nessa categoria.  Podemos constatar essa situação durante uma aula em escola, palestra, curso ou atividade dentro da empresa, quando nos deparamos com pessoas totalmente alheias àquilo que está sendo exposto, ensinado ou solicitado para ser realizado. Para designar esse tipo de indivíduo, há uma frase, um pouco mais pesada, mas muito utilizada na linguagem popular: “fulano é analfabeto de pai e mãe”. Isso significa que ele nada sabe, desconhece totalmente o assunto em pauta, embora até possa ler e escrever algumas coisas. É pena, mas esse tipo de analfabetismo é um mal que assola boa parte da nossa população.

Melhor seria se, ao invés de acharmos ruim quando alguém utiliza o termo analfabeto, para designar a fragilidade de entendimento, que nos propuséssemos a estudar com mais seriedade e dedicação para que o “chapéu atirado a esmo não venha a cair e a servir perfeitamente em nossa cabeça”.

Somente estudando com muita seriedade os temas relacionados à nossa vida material e espiritual, não apenas o que concerne ao nosso ganha pão ou profissão, conseguiremos contribuir, exemplarmente, para diminuir um pouco o número de analfabetos funcionais do nosso país, que cresce assustadoramente.

 


Coluna publicada na página 07 da edição 255 da Gazeta de Votorantim de 17 a 23 de fevereiro de 2018







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