19/03/2018 - 09:56
Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?


A política é uma luta cotidiana. Nós a sentimos todos os dias quando vamos levar nossos filhos, sobrinhos e netos para a escola e não tem aula, ora por causa do tiroteio, ora porque não tem professores; quando não há vaga nas creches; quando não há atendimento nos hospitais; quando somos desrespeitadas nos transportes públicos; desvalorizadas no ambiente de trabalho; assediadas nas ruas; violentadas em casa. O que sentimos na verdade é a falta ou a precariedade de políticas públicas que respondam às necessidades diárias.


Não é à toa que política e luta são palavras femininas. Sempre precisamos disputar o nosso lugar na sociedade. Seja na luta pela vida nos nossos lugares de moradia como na favela, subúrbio e espaços populares, seja pela falta de representatividade na política. Nós mulheres estamos historicamente disputando nosso lugar no trabalho, na vida pública e na política, que é caracterizada pela ausência feminina nesse espaço de decisão.

Como o maior violador, o Estado também figura como a principal ferramenta para se acessar e fazer valer nossos direitos.

A nossa força vem do sonhar, do lutar, do existir e resistir. O protagonismo é da mulher, da raça, da MulheRaça.

(Por Marielle Franco)







Deixe seu Comentário

Newsletter
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.