02/07/2018 - 14:38
Cerca-Lourenço (edição n°274)


Denúncias em conta-gotas
Os ex-assessores de Gaguinho (DEM) pretendem disponibilizar as informações que acumularam nos últimos meses após saberem que o plano de Gaguinho era dispensá-los. Nas provas que foram juntando sobre o mandato e as atividades do parlamentar, haveria ainda pelo menos mais cinco documentos que comprometeriam o vereador.
A desta semana: viagem para o Paraná
A mais recente denúncia dos ex-assessores é uma viagem que Gaguinho teria feito para a cidade de Santo Antônio da Platina, no Paraná, município que está a 350 km de Votorantim.
Nos controles da Câmara, consta para uso de Gaguinho, o carro número 6, que é de reponsabilidade da secretaria da casa, mas que fica como uma espécie de carro reserva para todos os vereadores quando os veículos oficiais de cada gabinete estão em uso, e o vereador precisa de um segundo carro.
Me empresta o carro, vou até ali e já volto
E seria este carro reserva que o vereador teria solicitado para uma viagem para a capital Paulista (e não para Santo Antônio da Platina). Agora, depois da denúncia dos ex-assessores, foi constatado que na prestação de conta da viagem, os recibos de pedágios apresentados pelo vereador Gaguinho se referem a um trajeto de 380 km até o estado do Paraná.
O Chefe de Transporte “comeu broa”
A Câmara Municipal tem o setor de tráfego que controla e faz todo a organização do uso dos veículos, e é onde os motoristas e vereadores prestam suas contas por viagem. Na época não se percebeu que a viagem que estava solicitada para São Paulo foi na verdade efetuada para a cidade de Santo Antônio da Platina, PR.
Sete pedágios para ir para São Paulo?
Entre Votorantim e Santo Antônio da Platina o vereador passou por sete pedágios, que custaram à Câmara, entre ida e volta R$ 130,08. Caso o vereador tivesse pagado de seu bolso ao menos o pedágio, não teria deixado provas de que esteve em Santo Antônio da Platina no início deste ano, como garantem seus ex-assessores.
Sinuca de Bico
Bruno Martins, presidente da Casa de Leis, confirmou a esta coluna na última quarta-feira (27) que chegou a seu conhecimento esta viagem do início do ano para a cidade de Santo Antônio da Platina, no Paraná, e que não é pelo fato do vereador ter rodado 700 km com o carro reserva da Câmara que ele vê problema, mas a irregularidade está no fato do vereador ter ultrapassado a fronteira do estado de São Paulo, o que pelo regimento da Câmara não é permitido. E a outra questão que pegou o presidente de surpresa foi o fato de Gaguinho informar que estava indo para uma cidade, e na verdade o destino era outro.
Deve receber cartão amarelo
Mas mesmo se mostrando decepcionado com a conduta, caso seja realmente comprovada, o presidente Bruno Martins acredita que a Comissão de Ética deva aplicar uma penalidade de advertência, uma vez que a promotoria está também acompanhando as denúncias feitas pelos ex-assessores de Gaguinho.
As carteiradas
A festa junina de Votorantim a cada ano está mais evoluída, mas o que não evolui é o desejo das autoridades da cidade, o de querer estar bem pertinho de artistas que vêm para se apresentar na festa. Seja qual for o governo, o problema é o mesmo. Ano passado foram várias ocorrências envolvendo vereadores e autoridades com mania de carteirada. Tanto o prefeito quanto a presidenta da COMAS têm uma cota de ingressos para poder distribuir a quem eles entenderem que devem convidar para estar no show ou mesmo estar no camarim com os ídolos.
Vice se desentende novamente
Este ano já ocorreram alguns bate-bocas com seguranças e produtores de shows com quem exigia estar muito próximo de seu artista preferido. O que mais grosso falou, e o que fez com que sua carteira de autoridade fosse respeitada, foi o vice-prefeito Lê Baeza, que surtou por ser impedido de estar do lado de DJ Alok. Impedido, Lê Baeza não só bateu boca com os seguranças, mas também com Fernando Oliveira Souza (DEM).
Separação: foi posto para fora de casa
O vereador e pastor Lilo, depois que viu o seu MDB ter a presidência trocada do dia para a noite, passou a bater mais duro na administração, pois ele (Lilo) não tem dúvidas de que foi uma manobra do governo para enfraquecê-lo politicamente. A partir daí, além de aumentar suas críticas ao governo, passou a expor a Secretaria de Saúde e Júnior Silveira como um Secretário que deixa muito a desejar; mas é evidente que é a forma que Lilo encontrou para se vingar do atual presidente do MDB.
De amor novo
Mas como em qualquer fim de relacionamento, a fila anda: o vereador e pastor já está de novo amor, é o PHS (Partido Humanista da Solidariedade), partido que nas eleições de 2016 fazia parte da coligação do PSDB e tinha como presidente o advogado e neto do ex-prefeito Pedro Augusto Rangel, Gabriel Rangel.
Só gente de confiança desta vez
Para não correr nenhum risco quanto ao seu mandato de vereador, quem está assumindo a presidência do Partido Humanista da Solidariedade é um braço direito do pastor e vereador Lilo, Jhonny Lauri Vasque, que tem o cargo de assessor parlamentar no gabinete do vereador; na função de vice está José Custódio Júnior; na de secretário, Bruno de Souza Sanches. E como tesoureira, Lilo convocou alguém de sua extrema confiança, Isabela Reigado Pereira de Camargo, sua esposa.
Convenção municipal do PHS no próximo sábado
E como o vereador Lilo não perde tempo, assim que teve o aval do presidente estadual do PHS, Laércio Benko, tratou de pedir uma data para o Presidente da Câmara, Bruno Martins, para que o partido realizasse sua convenção, e com isto deixar claro para quem possa interessar que ele (Lilo) tem um novo partido sob seu comando. A convenção acontece já no próximo sábado (07), na Câmara Municipal de Votorantim, a partir das 9 horas da manhã.
Infernizar
Heber Martins (PDT), com uma fala mansa e amena, usou a tribuna para expor uma das mais duras cobranças ao executivo (Prefeitura). Heber, tendo em mãos a decisão da Justiça de trânsito em julgado do processo de impugnação da campanha a vereador de Pedro Nunes (atual secretário), cuja decisão do TSE foi de indeferimento do registro de candidatura, lembrou que o processo que o impugnou é o mesmo de outros dois secretários municipais e fez questão de dizer que está encaminhado ao prefeito Fernando Oliveira Souza  (DEM) ofício para saber quais as atitudes serão tomadas pelo chefe do executivo,  já que o processo de impugnação foi julgado em última instância na Justiça, e caso a Prefeitura não responda satisfatoriamente, Heber Martins garante que vai acionar o Ministério Público para que  todos os atos destes secretários sejam anulados, seus ganhos financeiros do período sejam restituídos, além de pedir a improbidade do prefeito.
“Se queremos passar nosso país a limpo temos que começar pela nossa casa”
Esta coluna conversou com Heber Martins para entender os motivos destes questionamentos para o prefeito e para o Ministério Público. Heber respondeu: “Se trata de uma questão de moralidade; se queremos passar nosso país a limpo, temos que começar pela nossa casa; e se eles estão condenados pela Justiça, eles têm que sofrer as penas impostas”.
Ainda o Gaguinho
E o vereador Gaguinho está novamente sem assessores. Ontem foi o último dia depois de duas semanas de trabalho do advogado Ricardo Gouveia e André Luís Pereira da Silva. O motivo da exoneração, segundo consta, foi a pedido dos próprios recém-assessores.
Após a entrevista do sogro de Gabriel Soares
A decisão do advogado Ricardo Gouveia de não mais fazer parte do quadro de assessores de Gaguinho veio depois de entrevista nos estúdios da TV Votorantim na Festa Junina com o vereador sorocabano Hudson Pessini, com quem Ricardo Gouveia trabalhou por mais de um ano.
Pessini diz que só indicou um excelente advogado, que é o que Gaguinho precisa
Na entrevista Hudson deixou claro que apenas indicou Gouveia como um bom advogado para Gaguinho, uma vez que o namorado da sua filha, Gabriel Soares (PC do B) fez o pedido de ajuda, pois o vereador Gaguinho estaria passando por maus momentos e precisaria urgente de um excelente advogado. Hudson Pessini ficou surpreso ao saber que seu nome estava sendo associado ao de Gaguinho apenas pela indicação do advogado Ricardo Gouveia, e garantiu que os rumores de que seria uma troca na qual Gouveia vinha para Votorantim e Gaguinho enviaria uma pessoa de sua confiança para ocupar cargo em Sorocaba não tem nenhum fundo de verdade, e afirmou que viu estes comentários como fofoca maldosa.
Ele não sabia... ô dó

Já Gouveia, em conversa com a jornalista da Gazeta de Votorantim, disse que percebeu que não dá para conciliar com sua atuação no escritório. “Ele precisa de alguém com disponibilidade full time (todo o tempo) para ele”. E disse ainda que desconhecia as fofocas de acerto entre Gaguinho e vereador de Sorocaba, e mesmo este assunto ter sido falado nos corredores da própria Câmara.
Bruno cobra, uma vez que adiantou dinheiro da Câmara para a Prefeitura
Bruno questiona a administração se o Processo Licitatório, visando à implantação de uma creche no antigo prédio, onde funcionava o Batalhão da Polícia Militar, no bairro Rio Acima, já foi concluído; qual a previsão para o início e término das obras; e, quantas crianças são estimadas, para serem atendidas nessa nova creche. Ele lembra que em 2017, a Câmara de Votorantim adiantou o duodécimo à Prefeitura ao final do primeiro semestre, na esperança que o valor fosse investido na creche.
Próprio rabo
Após repercussão na mídia da região, o Presidente da Câmara de Votorantim, Bruno Martins, resolveu fazer um pedido de retratação acerca da fala dele na tribuna na semana passada, quando falou para uma servidora municipal olhar o próprio rabo.
Desculpa aí... foi mau
Na terça-feira (26), um grupo de oito mulheres, entre elas integrantes da ONG Pró-mulher, um homem e representantes do Sindicato dos Servidores foram à Câmara no intuito de manifestar apoio à servidora.  Bruno fez um discurso de retratação, no qual pediu desculpas à servidora.
Munidas de cartazes, as mulheres pediram para a vereadora Fabíola Alves (PSDB) protocolar uma carta de repúdio ao ato de crime e violência contra mulheres, uma vez que o comportamento do vereador, segundo elas, feriu os princípios da Convenção sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher, da Convenção do Belém do Pará, da Constituição Federal, do Código Civil e do Código Penal. Elas pediram a instauração de processo disciplinar para que tal ato seja devidamente punido. A vereadora, ao se expressar, lembrou que já sofreu com machismo na Câmara.

 

 


Coluna publicada na edição n°274 da Gazeta de Votorantim de 30 de junho a 06 de julho de 2018, página 02.







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