17/12/2018 - 13:01
Entre a Mediocridade e o Abandono


“Os homens passam mamãe” - dizia um poeta grego e o que resta é a própria essência. E a alma afirma: Não sei se ainda sinto saudades, pois como viver de meras lembranças?
O medíocre prospera e o abandono permanece como o eterno da alma inquieta que segue seu percurso. E alguns para conservar laços precisam compreender tudo – é o ilusório racional que se faz quimera!
Ainda amar? Na perene e na dissimulada cotidianidade de vãs cobranças... essas também findarão!
É o conflito do decorrer da mente e dos medíocres que já não caminham e creem tudo saber e resolver... em nome do seu deus que já não fala e somente a vida grita por si só.
Eis que ressurge o desespero e angústia, como irmãs mestras do além que se fazem aquém do seu próprio olhar.
Alma ignorante que tudo crê e não se perturba e aquilo que chamas de irmão nada te importas.
Coragem para levantar e impulsionar, pois o cavalgar percorre todas as estradas, entre o belo e o bruto o reto e o tortuoso... é a capacidade de cruzar além das máscaras que define um só caminho como reto e verdadeiro... surpresa do falso que se apresenta derradeiro.
E ao fim de tudo permanece o grito da imensidão daquilo que realmente és... “os homens passam mamãe”!


Coluna publicada na edição 298 da Gazeta de Votorantim de 15 a 21 de dezembro de 2018, página 10.

 

 







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