06/05/2019 - 14:38
Contribuição dos imigrantes na formação de Votorantim

Cesar Silva
 Foto: Divulgação 

Votorantim foi o porto seguro para aqueles que aqui se instalaram em busca de novas oportunidades. A localidade gerava grande quantidade de empregos e a hospitalidade permitia rápida adaptação. É comum encontrarmos muitos descendentes que ostentam sobrenomes de origem européia, principalmente italiana, a partir da chegada de seus antepassados à Votorantim.
Outra nacionalidade expressiva em nossa história é a portuguesa. Desse país, tivemos Antonio Pereira Ignácio, o imigrante que foi o precursor da formação do Grupo Votorantim. Por suas mãos surgiu a primeira fábrica, a tecidos Votorantim (1918) a partir de uma massa falida do Banco União. Faleceu em 1951.
Outro destaque português foi Salvador Donato que era proprietário de um moinho de fubá de milho. O local passou a ser conhecido como rua do Moinho e mais tarde se tornaria rua Tarcísio Nascimento, na Vila Albertina.
Não se pode deixar de fazer menção aos descendentes de portugueses, como a artista plástica Noêmia Monteiro Ramos que contava com sua irmã Terezinha nascida em Portugal, para juntas garantir o funcionamento da Escola de Artes na rua Lacerda Franco. Posteriormente funcionou no bairro da Chave e na rua Tarcísio Nascimento.
A maioria vieram no início do século passado graças ao grande volume de serviços na fábrica de tecidos Votorantim. Os ingleses para garantir a montagem e manutenção dos teares e os italianos em grande parte como massa operária. Aqui vieram junto as suas famílias, fixaram moradias em casas cedidas nas vilas operárias e trouxeram seus estilos de vida que ajudara animar as rodas de conversas e eventos de finais de semana.
Suas contribuições são inegáveis e se aqui permaneceram foi por se adaptarem às condições que lhes eram oferecidas, em meio a um local com diversas belezas naturais e espaços de socialização, com entretenimentos sociais e esportivos.
Um período onde todos viviam na simplicidade, com famílias numerosas, salários que não permitiam fazer gastos supérfluos, tanto que muitos praticamente usavam uma única vestimenta para o uso diário, de noite era preciso lavar para no dia seguinte estar passada e em condições para nova utilização. A melhor roupa era guardada para usar na missa de domingo!
       
Cesar Silva é jornalista e autor de três livros sobre a história local
Visite a Fanpage: Histórias da Minha Cidade –Votorantim


Coluna publicada na página 14 da edição nº315, do jornal Gazeta de Votorantim, de 04 a 10 de maio de 2019.







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