09/09/2014 - 17:38
Impávido Colosso

No início dos anos 80 do século passado, ainda como estudante do 1o grau na Escola Municipal Dr. Getúlio Vargas em Sorocaba, em uma aula de Educação Moral e Cívica aprendemos a interpretar a letra de nosso Hino Nacional. Com o conhecimento da complexidade, beleza e riqueza do texto, escrito por Joaquim Osório Duque Estrada, acredito que o início do conceito e a importância de cidadania foi criado nas crianças.

E nesta semana de comemoração da independência, a reflexão de nosso futuro vem à tona ainda com mais força pelas inúmeras manifestações de cidadania e patriotismo. Mas, mais do que comemorar uma data específica, nosso hino enaltece, além de nossas riquezas naturais, principalmente, o nosso povo.

O melhor do Brasil é o brasileiro, povo pacífico, solidário e que convive com as diferenças raciais, sociais e econômicas como poucos neste mundo.

Povo positivo que busca esquecer os momentos tristes e difíceis, celebrando de forma contínua as vitórias e sucessos, conseguindo equilibrar o trabalho e a diversão dentro do seu ritmo e sempre encontrando espaço para comemorações e festividades religiosas e familiares.

As riquezas naturais de nosso território, somam-se a essa população feliz, e nos fizeram crer que realmente nosso futuro espelharia toda essa grandeza. Não podemos mais continuar deitados em berço esplendido, esperando, enquanto as várias outras nações estão evoluindo mais rapidamente que a nossa.

É claro que existem inúmeras formas de medir o sucesso de um povo ou nação: no Butão medem o nível de felicidade do povo, mas o econômico ainda é o mais usual. Divulgado nos últimos dias o resultado do fórum econômico mundial, nosso país caiu mais uma vez no item competitividade -  agora somos o 570, e o que mais chamou atenção foi que conseguimos a posição 130o, em corrupção, de todo o mundo. A relação entre uma colocação e outra é direta e com efeitos danosos para nosso futuro. Temos a chance de, em menos de 4 semanas, expurgar dos quadros políticos uma parcela de nossos representantes que tem a responsabilidade de gerir e fiscalizar os nossos recursos. A democracia, embora seja o melhor sistema político, na minha opinião, é ainda lenta para nosso País que clama pela velocidade das reformas e do crescimento.

Como em todas as sociedades, a população envelhece - fomos um país do futuro e ele chegou. Viveremos o bônus demográfico (quando a população economicamente ativa é maior que as crianças e os aposentados) por mais 20 ou 30 anos e teremos esse tempo para nos preparar para a estagnação populacional e a preservação da qualidade de vida dos nossos futuros aposentados.

Com alguns ajustes, a direção do nosso caminho está certa, mas estamos fazendo pouco e muito lentamente, precisamos agir de forma mais rápida e atacar com mais intensidade nossos problemas de base.

Somos Gigantes pela nossa própria natureza, e é chegada a hora de levantarmos do berço esplêndido e que brilhe o sol do novo mundo sobre o nosso povo impávido.

 







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