03/10/2019 - 15:14
Por que o poste está torto?

Para os desavisados é um Relógio do Sol, com o poste inclinado para acompanhar o movimento da luz solar e no entorno as rochas auxiliam a indicação das horas. Deixando de lado a imaginação e a forma com que alguns batizaram o local como a “praça do poste torto”, o conjunto forma o monumento Vocação Cimenteira e foi instalado na rotatória que finaliza a avenida 31 de Março e prossegue como acesso 103 da rodovia SP-79.

Fez parte das obras que garantiram em dezembro de 2000, a entrega da duplicação até a entrada do bairro Santa Helena, nas proximidades da fábrica cimenteira. A parceria envolveu o Governo do Estado, Prefeitura, Grupo Votorantim e Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), oferecendo a pavimentação em concreto rígido. 

O monumento Vocação Cimenteira foi construído e instalado pelo Grupo Votorantim como forma de valorizar a sua ligação com a cidade. Coube a prefeitura finalizar com serviços de iluminação e gramado.

O que seria um poste torto é na verdade uma agulha de 22 metros de altura fincada ao chão, feita de concreto, que na sua verticalização desafia a gravidade, enaltece o produto cimento, a tecnologia envolvida na construção e o ser humano na sua criação.

É cercado de rochas extraídas do subsolo local, uma forma de mostrar o potencial mineral existente. Grandes pedras selecionadas e distribuídas em dois círculos que exemplificam o material que origina o cimento.

O que seria uma construção intrigante para motoristas e pedestres tem todo o simbolismo e demonstra o quanto Votorantim foi importante e continua contribuindo na extração de minérios à produção cimenteira.

Considerando que no monumento existem rochas e a agulha de concreto como resultado final do produto cimento, faltava homenagear os trabalhadores que sempre auxiliaram na extração dos minérios. Posteriormente o cenário se completou com a entronização da estátua do “homem de pedra”. Há ainda nas proximidades mais vegetação, a pujante Cachoeira da Chave e o curso natural das águas do Rio Sorocaba.


Cesar Silva é jornalista e autor de três livros sobre a história local

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Reportagem publicada na página 14, da edição nº336 da Gazeta de Votorantim, de 28 de setembro a 04 de outubro de 2019







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