23/10/2019 - 14:02
Discotecas e domingueiras agitavam o Atlético
 Foto: Arquivo  

Vista parcial em noite de sábado no CAV

Os anos 80 e 90 foram marcados pelos “bailinhos” nos bairros, quando aniversariantes aproveitavam as garagens e fundos de quintais para promover uma mini discoteca. Era algo esporádico, que movimentava as imediações e com pouco custo garantia animação a dezenas de jovens. Tirando essas ações nos bairros, a juventude da cidade se concentrava semanalmente nas tradicionais discotecas de sábado e domingueiras no salão do Clube Atlético Votorantim (CAV).

Um período de grande socialização, em que prevalecia os sucessos internacionais no estilo pop dance, as emissoras de rádio sempre presentes com os seus locutores e o clube se esforçando para trazer novidades em equipamentos de som e luz, além de realizar promoções para movimentar a casa.

Raras eram as confusões e quando ocorriam era por que havia o envolvimento de alguém de fora do convívio. O importante era curtir a noite e deixar a timidez de lado. Havia senso de amizade e ninguém ia embora sozinho.

Época em que sonoplastas ganharam a condição de DJ’, deixando o posicionamento do mezanino na entrada do salão para ir para o palco e manter contato direto com o público. As músicas ainda eram tocadas por meio de fita cassete, LPs de vinil e tapes de rolo.

A maior movimentação era no sábado, com a discoteca começando às 22 horas. Os jovens em sua maioria chegavam em grupos de amigos. A pista era aberta às 23 horas, com sequências de músicas que garantiam a movimentação no espaço. Por volta das duas e meia da manhã o momento das músicas românticas e formação de casais. Depois entrava nova sequência de músicas agitadas até às quatro da manhã quando encerrava o evento.

Por dez anos, DJ’ Horácio foi presença cativa no clube. Por ali também passaram inúmeros DJ’s renomados nacionalmente, artistas do segmento jovem e teve até show da banda Placa Luminosa, que era conhecida nacionalmente.

As discotecas marcaram um novo momento na história do CAV. Antes, com realização dos tradicionais bailes e encontros familiares. Já as discotecas também foi um período de interação que influenciou a formação e comportamento da juventude local.


Cesar Silva é jornalista e autor de três livros sobre a história local

Visite a Fanpage: Histórias da Minha Cidade –Votorantim


Coluna publicada na página 14, da edição nº339, da Gazeta de Votorantim, de 19 a 25 de outubro de 2019. 






Deixe seu Comentário

Newsletter
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.