05/11/2019 - 13:42
Desporto terá menos verba

O orçamento que já não era bom, ficará pior, inviabilizando projetos esportivos futuros, e os atuais, que “capengam” ou se arrastam por conta do “caixa” da pasta do Desporto neste ano, que girou em torno de R$ 4,5 milhões.

A previsão do orçamento esportivo para 2020 é de pelo menos R$ 700 mil a menos, o que acarretará em cortes de pessoal, material esportivo, arbitragem, eventos como a Copinha, ajuda de custo em viagens e inscrições de atletas para competições como os jogos regionais e abertos, entre outros.

Quando se vive uma crise política, econômica e social, o administrador público é obrigado a cortar verbas, excluir do calendário eventos tradicionais (nem que doa) e projetos em andamento.

A questão deve ser discutida e debatida com a sociedade, os interessados e envolvidos.

Não adianta “empurrar com a barriga” e ficar enganando ou adiando uma notícia óbvia e necessária (hoje) para a população e futuro do esporte local.

Se nos próximos anos tivermos boas notícias orçamentárias para os municípios, aqueles que tiveram seus projetos e ideias interrompidas deverão ser os primeiros a serem convocados.

Que o secretário ou o prefeito convoque uma audiência para explicar a continuidade deste, ou exclusão daquele projeto, e não cause surpresas desagradáveis como aquelas destacadas pela imprensa, neste ano como atraso no pagamento de árbitros, bandeirinhas e mesários, ameaça de corte do projeto da Apajusvo (Judô), corte no lanche, inscrições, e baixa no idealizador do projeto do Bicicross (Beto), equipes “ínfimas e emprestadas” de outras cidades para a participação dos jogos regionais, e a própria Copinha sub 15 Votorantim, que já não teve os grandes clubes brasileiros neste ano, provocando afastamento turístico, de público e da imprensa que estava acostumada a cobrir um evento glamoroso durante anos, e acompanhou jogos tecnicamente fracos, sem brilho e longe do tradicional Estádio Municipal.

Sr. Prefeito: 

- Exclua a Copinha e economize os R$ 700 mil cortados do orçamento da pasta para o ano que vem. Sem os grandes, ela não fará diferença nenhuma.

- Economize com atletas “estrangeiros” que apenas vestem a camisa de Votorantim para fazer número, e “somem” logo após o término de jogos regionais e abertos.

- Priorize os projetos tradicionais que contemplam realmente votorantinenses, ainda que estes tenham algum recurso diminuído.

- Valorize e implante ações esportivas e de lazer com custo baixo, como por exemplo passeios ciclísticos, atletismo, natação em parceria com o SESI.

- Aproveite a praça de eventos para promover campeonatos de Basquete 3, Vôlei e Roller, já que há praticantes assíduos diariamente no espaço, porém sem nenhuma orientação ou incentivo.

- Mantenha o futebol de várzea, mas reveja o calendário e regulamento, no intuito de diminuir o número de jogos, seja no futebol de campo ou futsal. 

Cortes precisos e cirúrgicos salvam o paciente da morte.

Bem verdade, o desporto adoeceu em tempos de crise, e mesmo com alguma criatividade, improvisos e esforço, não foram suficientes para tirá-lo da UTI, restando chamar o poder público (médico), convocar o contribuinte (paciente), para uma conversa franca e convincente.

A resposta que gostaríamos de ouvir do “Doutor”?

Diga a verdade, somente a verdade. 

Coluna publicada na página 17, da edição 341, da Gazeta de Votorantim, de 02 a 08 de novembro de 2019. 







Deixe seu Comentário

Newsletter
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.