12/04/2020 - 15:24
As transformações da avenida 31 de Março
 Foto: Arquivo do pesquisador Cesar Silva 

Fachada da Gurilândia, que funcionou por 24 anos

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Cesar Silva


São praticamente mil metros de extensão com os comércios distribuídos nos dois lados da avenida 31 de Março. Ali muitos tiveram o seu primeiro emprego, teve aqueles que amargaram os prejuízos das enchentes e alagamentos, comerciantes que comemoraram os resultados e expandiram os negócios, outros porém a decepção de não prosperar. A via se transformou numa grande artéria, a maior referência de ligação da região central com os bairros.

De rua do Comércio se transformou na avenida 31 de Março, após desapropriações e a revitalização com a construção do canteiro central e da segunda pista. A inauguração ocorreu em 8 de dezembro de 1971 e de lá para cá foi se moldando com as transformações pelo tempo.

Que tal relembrar alguns comércios em que fomos clientes e deixaram de existir, como as papelarias Gurilândia e Flor de Maio, os supermercados Minibox, Eron e Vem-ká, as padarias Estrela de Prata, Panicenter e Padrão, os bancos Bamerindus, Real e Comind, lojas de tênis e sapatos It Calçados, Casa Wagner e Mercadinho dos Calçados, lanchonetes Sanley, Tim Tim Beliscos e Dona Bene, entre outros tantos estabelecimentos que fortaleceram a presença comercial no local.

Quem andava pela avenida se recorda de outros momentos como em dias de calor, era só comprar um picolé e escolher uma árvore para se proteger do sol. Agora sombra somente embaixo de marquises ou no interior das lojas.

Até os anos 80 era possível ver charretes percorrendo a avenida e disputando espaço com os carros. Vez ou outra aparecia algum popular amarrando a charrete no canteiro central para aproveitar o poste de iluminação e sair fazendo compras. Hoje grande parte da população tem veículos e evita andar de ônibus ou a pé.

Agora os bairros contam com lojas de roupas, açougues, padarias e supermercados. Nem por isso, o centro perdeu a competitividade, as transformações ocorreram, a descentralização comercial também, com o surgimento de novas avenidas e o fortalecimento do comércio nos bairros, mas a avenida 31 de Março continua sendo o nosso cartão postal.

Cesar Silva nasceu em Votorantim, é jornalista, servidor municipal e autor de três livros sobre a história local


Coluna publicada na página 13, da edição nº 359 da Gazeta de Votorantim, de 10 a 17 de abril de 2020.







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