14/10/2014 - 13:11
Mercado Imobiliário português

Na última semana tivemos a oportunidade de participar de mais uma edição do Salão Imobiliário de Lisboa, em Portugal, e como integrante da diretoria da Cimlop (Confederação do imobiliário dos países da língua oficial portuguesa) também participamos de mais uma reunião da entidade, onde pudemos nos atualizar de como estão os mercados nos países da lusofonia.

Embora o mercado imobiliário de Angola também mereça forte destaque, pelos altos níveis de crescimento do país e pela falta de oferta e altos índices de retorno, vou focar na situação do mercado em Portugal e suas oportunidades de investimentos para os estrangeiros.

A realidade demográfica traz uma certa preocupação para nosso país irmão, a população está estabilizada em torno de 10 milhões de habitantes há bastante tempo, com baixos índices de nascimento por mulher e a idade média de seus residentes tem aumentado significativamente, causada pela emigração dos jovens em busca de oportunidades de emprego nos países em desenvolvimento.

Com uma legislação, no passado, que praticamente congelou o valor dos aluguéis, muitos imóveis deixaram de ser reformados e atualizados, sendo que hoje 29% dos domicílios necessitam de reabilitação (reformas). Com aproximadamente 4 milhões de famílias e 6 milhões de domicílios, mesmo com esse alto índice de necessidade de reforma, faz com que 78% dos portugueses tenham casa própria.

Portanto, assim como no século XVI, os desbravadores portugueses saíram pelos mares à procura de novos territórios, os protagonistas do mercado imobiliário português têm a cada dia buscado oferecer as oportunidades de negócios, principalmente, nos países como China, Rússia e Brasil.

Com a crise econômica em alguns países europeus, o governo português, para fomentar investimentos em seu país, notadamente no setor imobiliário, criou o Golden Visa e um regramento especial para isentar de tributação, em seu país, os não-residentes.

Embora com algumas regras específicas, mesmo que não complexas, atrai com o Golden Visa permitindo que seja cidadão português, e portanto de toda comunidade europeia podendo usufruir de todas as vantagens, o investidor que adquirir um imóvel com valor superior a 500 mil euros, ou investir em algum negócio que gere pelo menos 10 empregos diretos.

Estas medidas já trouxeram a realização de 17.300 negócios com estrangeiros nos primeiros nove meses, representando 23% do total das transações imobiliárias deste ano e deverá movimentar até o final do ano 2 bilhões de euros.

Além de imensa vantagem de poder ser cidadão da comunidade europeia, os valores de imóveis em território português são bastante atraentes, principalmente quando comparamos com nossos imóveis que tiveram forte valorização nos últimos anos. Não é diferente também nos imóveis para renda, que trazem um retorno entre 5% a 7% em moeda forte e baixos índices de inflação. Como participante do salão imobiliário lisboeta desde a fundação da Cimlop em 2010, tenho constatado várias oportunidades para investimento, principalmente pela facilidade do idioma, alto nível de segurança tanto do ponto de vista físico quanto econômico , como porta de entrada da Europa, certamente uma boa opção de diversificar o portfólio de investimentos.

 


Flávio Amary, vice-presidente do Interior do Secovi-SP e diretor da Regional Sorocaba da entidade.







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