23/03/2015 - 14:38
Edição n° 110 de 21 a 27 de março 2015


O sagrado direito
 à informação

E nem vou entrar no aspecto jurídico da questão, mas analisarei apenas e tão somente o aspecto humanitário.
Dona Lúcia Malusenas Perussi foi entrevistada no programa Votorantim Verdade nesta semana. O que se viu, foi o choro inconformado de uma mãe que viu seu filho partir ainda muito jovem, cheio de vida, diga-se de passagem uma vida digna e respeitosa, recheada de desejos realizados e sonhos ainda a serem vividos.
Quando ocorre a inversão da sequencia natural da vida, e uma mãe enterra um filho ao reverso do natural, o choque é grande demais!
O que dizer então, quando uma mãe enterra um filho e não sabe ao certo o que de fato aconteceu com ele?
Essa foi a Dona Lúcia que o programa mostrou à toda Votorantim. Uma mãe desesperada em busca do sagrado Direito à informação.
Até porque, se Lúcio Perussi morreu de Dengue Hemorrágica, ou Dengue comum, por certo alguém terá que responder por sua morte, uma vez que não foram poucas as vezes em que o garoto procurou atendimento e foi mandado de volta pra casa apenas com a recomendação de que descansasse.
Este periódico, em sua última edição, divulgou algumas questões que foram feitas ao órgão de saúde do município, cujas respostas nos remetem a dizer que melhor seria se não tivessem sido respondidas.
O que mais atormenta a mente deste velho e cansado Advogado e Jornalista, é saber que muitas “Dona Lúcias” enterram os seus filhos nos mesmos moldes.
O tratamento dado pelo plano de saúde, será matéria de discussão em outra ocasião.
Por hora, vejamos apenas o quanto somos cerceados em nosso Direitos, à começar pela Informação.
Pense nisso!







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