07/04/2015 - 15:48
Quem não se leva, é levado...


O enunciado “Quem não se leva, é levado...” pode nos induzir a uma profunda reflexão.

Num dias desses, no período da tarde, eu caminhava por bela praça localizada numa cidade litorânea, quando percebi que uma leve brisa era o suficiente para levar uma pena de passarinho de um lado para outro. Essa pena não tinha direção e nem rumo certo, mas ia para o lado que o vento soprava.

Essa visão me fez recordar um comentário que ouvi de um palestrante, ao enfatizar que nesta vida, “quem não se leva é levado”.

Caros amigos leitores, quantas pessoas seguem o fluxo da multidão, sem perceber que o fazem, pois nunca pararam para questionar seriamente para onde vão? Sem planejar nem fixar o seu próprio e pessoal objetivo de vida, a pessoa se deixa levar como a pena na brisa. Guardadas as devidas proporções, isso pode ocorrer com as pessoas que seguem propostas de ideologias políticas e econômicas, sem saber quem são os que realmente lucram com elas, ou quais os verdadeiros e escusos interesses que dão rumo e direção à vida das multidões.

Nessa situação, as pessoas caminham de acordo com a vontade dos que se escondem por trás desta ou daquela doutrina. Cegamente, vão a passeios, ou para diversões fúteis, de acordo com sugestões e convites recebidos daqueles que as estão manipulando para usar e serem o que está na moda. O que recomendam que é bom fazer, elas fazem. Sem que percebam, as pessoas estão agindo como aquela pena ao vento, ou melhor, vagam pela vida como quem caminha de modo tonto e sem direção.

Devemos tomar certos cuidados para não sermos manipulados em demasia. O estudo e a reflexão são fatores essenciais que podem dar-nos um norte, uma direção inteligente e pessoal a seguir. Precisamos ter consciência do que somos e para tanto precisamos descobrir que tipo de conhecimento usamos; se próprios ou implantados. Só com algum esforço podemos direcionar a atenção ao descobrimento de quem realmente somos, pois estamos envolvidos por uma imensidão de apelos para “alegres e divertidas distrações”.

Nem todo caminho é sensato ou seguro. Frequentar bons lugares, buscar elevação intelectual e espiritual pode levar a um despertar de consciência que delineia novos horizontes e caminhos a seguir. Certas companhias também devem ser colocadas de lado, se nada têm de bom ou de útil para acrescentar em nossas vidas.

Aprendendo, e com o passar do tempo, poderemos adquirir condições para conversar com outros, a respeito de melhores caminhos, como faz o prof. Jorge Melchiades Carvalho Filho, um consagrado escritor com mais de 10 livros editados, todos sobre Psicologia Racional. Ele não diz qual caminho a pessoa deve trilhar, mas ajuda a questionar os existentes dando em suas palestras o seguinte alerta: “Precisamos ficar atentos aos acontecimentos, principalmente aos nossos comportamentos e alheios. Se não estivermos acesos, vivos, de repente corremos o risco de não perceber quando o carro da funerária passa e leva.”
Caros amigos leitores, é importante refletirmos no enunciado: “Quem não se leva, é levado...”

publicado na edição n° 112 de 03 de a 10 de abril de 2015 do Jornal Gazeta de Votorantim, na página 13

 







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