27/04/2015 - 14:20
Vote no Alvo


Desde que passamos a exercer o direito (ou dever?) de votar fica a sensação, para não dizer certeza, de que o processo eleitoral para o Legislativo Brasileiro não garante a nossa representação.

O volume de candidatos é grande! Se os pré-requisitos mínimos da legislação eleitoral são garantidos, o direito a candidatura é assegurado. Para ser candidato não é preciso conhecimentos específicos sobre legislação. Basta ser alfabetizado. E não precisa ler ou escrever um texto para provar. Um singelo “certificado” já atende!

Temos toda sorte de candidatos, dos sérios e qualificados aos mais bizarros. Tudo junto e misturado! Alguns preocupados em dar sua contribuição à sociedade, porém, outros em obter uma contribuição da sociedade. Afinal das contas: Paga-se bem!

Os Legislativos, na maioria das vezes, são dominados por “Velhas Raposas” orbitadas por “aprendizes”! Há exceções, porém, a reciclagem é lenta! Em geral, almejam-se desde uma simples aposentadoria vitalícia até o mais alto escalão do poder. O céu é o limite, desde que se aprenda a “voar”!
E nós continuamos a concluir erroneamente: “O povo não sabe votar e tem memória curta!”

Raramente pensamos: Como o Sistema Eleitoral permite isso?
Neste contexto quero destacar um sistema que sempre julguei eficiente e eficaz: O VOTO DISTRITAL.

Tomando como base Votorantim, a cidade seria dividida em distritos que agregariam alguns bairros: Por Ex.: Um distrito contendo P.B.Vista e Vossoroca, outro com Novo Mundo e Green Valley, e assim por diante. Cada Distrito tem sua representatividade na Câmara dos Vereadores definida, ou seja, a sua cadeira está garantida. Os candidatos disputam exclusivamente dentro do seu distrito, o que garante ao povo: conhecê-los melhor e facilidade de cobrança.

Algumas vantagens: Fim da distribuição de votos por legenda; Fim dos “Puxadores de voto (Ex.: Tiririca)”; Menor quantidade, porém, maior qualidade dos candidatos, pois, obrigam os partidos a selecionar e preparar os seus postulantes a um cargo público. Poderemos também ter menores custos de campanhas e o fim de coligações partidárias sem lógica programática, dentre outras.

Este sistema há muito é ventilado no Congresso, sem que nunca tenha despertado o interesse. Atualmente, tramita o projeto PLS025/2015 do Sen. José Serra e a sua aplicação já poderia se dar em 2016, nas próximas eleições municipais, em cidades com mais de 200 mil eleitores. Este aspecto é o ponto negativo do projeto, pois, julgo que o ideal seria para todas as cidades, e também envolvendo as eleições para Deputados Estaduais e Federais!

A opinião acima não tem vinculo a nenhuma proposta partidária de reforma politica. Entretanto, fiquemos de Olhos e Ouvidos “BEM” abertos! Quando a regra do jogo é escrita pelos jogadores, sem a nossa conscientização, a intenção nunca é boa não importa de que lado venha!
Noticia de 22/04/15: Senado aprova voto distrital para Vereadores. Site Jovem Pan

publicado na edição n° 115  de 25 de a 30 de abril de 2015 do Jornal Gazeta de Votorantim, na página 16







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