11/05/2015 - 10:15
Previdência contra a IMprevidência!




Os fundos de previdências foram um grande avanço na garantia das aposentadorias dos funcionários públicos e de empresas estatais ligadas a governos federal, estaduais e municipais. Esses fundos são mantidos por aportes (depósitos) de dinheiro por seus dois mantenedores: Governos ou Empresas e Funcionários.
O dinheiro captado pelos Fundos é administrado por equipe de gestão própria conforme regras definidas em seus estatutos. Dai a reaplicação do dinheiro no mercado procurando manter ou aumentar o seu valor é padrão, para a garantia das aposentadorias futuras.
Portanto, a importância de uma Gestão cuidadosa, é condição fundamental.
Ultimamente, no âmbito nacional, nos chega uma série de noticias preocupante sobre este assunto, principalmente dos fundos de pensão mais importantes do País, como: Petros (Petrobrás), Previ (B.Brasil), FUNCEF (CEF) e Postalis (Correios).
Os Fundos “Petros”, “Previ” e “FUNCEF” estão seriamente envolvidos nos investimentos da Petrobrás e sua subsidiaria SETE do Brasil. A grande desvalorização da Petrobrás no mercado de capitais causa atualmente um prejuízo monstruoso a esses fundos.
O Fundo Postalis do Correios amarga um prejuízo de 4,6 bilhões de reais, fruto de aplicações “infelizes” como:  Títulos de bancos de 2º linha liquidados pelo Banco Central em 2012, investimentos em títulos Venezuelanos e Argentinos e assim por diante. Para sanar a crise a administração do Fundo propôs aos 100.000 funcionários um aumento do valor de contribuição pelos próximos 15,5 anos para fechar o rombo, ou seja, até 2030!
E nesse cenário, muito preocupou a noticia de que a Fundação de Seguridade Social dos Funcionários Públicos de Votorantim perdeu mais de 4 Milhões de reais em uma aplicação em mercado de capitais realizada por uma empresa contratada em 2010. Contabilizam-se hoje somente 800 a 900 mil reais! Esta noticia veio em audiência pública ocorrida na Câmara Municipal em 23 de abril último, conforme noticiado na Gazeta de Votorantim. O atual Presidente do Fundo, Sr. Wilson Menna, foi quem informou.
Além do prejuízo, a noticia se completa com a indicação de um “erro” na época da aplicação. Foram aplicados 18% do patrimônio, sendo que o valor máximo não pode ultrapassar a 15%!
Como um Cidadão Contribuinte, via impostos, pergunto:
• Como explicar este erro absurdo sobre o limite máximo do patrimônio autorizado para aplicação?
• O que será feito para recuperar este prejuízo?
• Quem será responsabilizado?
• Por que não buscar Bancos de 1º linha para gestão do dinheiro? (Ex.: B.Brasil, CEF, dentre outros.)
Que este prejuízo não caia nas costas da Prefeitura Municipal, pois quem pagaria a conta seria o povo, via aumento de impostos. Os Ônus ou Bônus das aplicações são exclusivos do Fundo.
Portanto, atenção aos processos de Gestão do dinheiro, lembrando sempre do ditado: Um olho no peixe e outro no gato!
Noticia de 30/04/15: Fundação de Seguridade perdeu mais de R$ 4 milhões em investimentos – Gazeta de Votorantim

Texto publicado na edição nº 117 da Gazeta de Votorantim de 9 a 15 de maio de 2015








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