18/05/2015 - 09:31
O Caso do Descaso para com a Saúde


Os dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta semana que dão conta de que o governo brasileiro destina à saúde a cada cidadão menos que a média mundial é uma realidade cada vez mais sentida pelo povo. A situação de precariedade na saúde pública foi infelizmente sentida diariamente pela população, em especial, o bebê recém-nascido no Hospital Municipal de Votorantim, que necessitava de cuidados especializados e veio a óbito, sem que houvesse a presença de um único médico para atendê-lo. Entre esse e outros vários casos gravíssimos é que ainda sobrevive o descaso para com a saúde pública.
Os relatórios apresentados pelo OSM apontam que mais da metade da conta da saúde de um brasileiro continua sendo arcada pelo bolso do paciente. Os dados revelam uma situação de absurda negligência por parte dos governantes, uma vez que, comparado aos os gastos públicos no Brasil, os países ricos investem mais de cinco vezes o que é atualmente investido pelos governos federal, estadual e municipal. Em média, os países desenvolvidos destinaram US$ 2.800 a cada um de seus cidadãos em contas de saúde contra US$ 512,00 despendidos pelo governo brasileiro.
O resultado dessa desigualdade reflete na aplicação de recursos públicos, principalmente onde o cidadão sofre mais: nos municípios. O sucateamento da saúde pública não se deve tão somente aos parcos recursos repassados pelo governo federal, mas também da ausência de políticas estaduais e, principalmente, municipais para minimizar os problemas existentes. Empurrar o problema para outros é apenas uma desculpa que omite a incompetência na gestão de dinheiro público destinado à saúde.

Notícia publicada na edição 118 da Gazeta de Votorantim de 16 a 22 de maio de 2015







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