07/09/2015 - 00:43
Independência & Democracia


E chega mais um Sete de setembro, marcando 193 anos de Independência do Brasil.

Nasceu com o status de Império e assim se consolidou como país nos primeiros 67 anos.  Apesar dos movimentos existentes no final do período imperial, transformou-se em República “do dia para noite”, como atesta Laurentino Gomes em seu livro intitulado “1889”.

Assim como no império, o início da república marcou-se por conflitos regionais que levou a morte um grande número de brasileiros. O último grande conflito ocorreu em terras Paulistas em 1932, a Revolução Constitucionalista, distante de nós há 83 anos!

No período de 1964 a 1979, vivíamos tensionados pela guerra fria que dividia o mundo em dois blocos políticos, o capitalista e o comunista. Infelizmente, não escapamos das nefastas influências desta disputa inglória. Se não chegamos a uma guerra civil sem precedentes, pois os dois lados, “esquerda” e “direita” lutavam pela consolidação de suas ditaduras, o que vimos foi um conflito marcado por escaramuças por todo o país, onde cada lado tentava impor o seu regime ditatorial de governo.

Todos que lutaram neste período, não tinham em mente a consolidação de uma democracia, com alternância de poderes e principalmente formada por homens e mulheres conscientes de seus direitos e deveres.

Apesar dos percalços do destino a unidade do povo Brasileiro se manteve por todos esses anos.

Porém, devo destacar que ultimamente, principalmente após as últimas eleições presidenciais, que o clima de nosso país vem sofrendo abalos por declarações desmedidas e irresponsáveis (quero acreditar que são!) invocando a violência como forma de resposta a protestos oriundos de parte da população que se põem contra o governo recentemente eleito. E o que é de se deixar de “queixo caído”, é que tais incitações vêm de pessoas que representam ditos “movimentos sociais”, que em nome da união pregam abertamente a reação armada contra aqueles que pedem o impeachment do Governo. Até mesmo o nosso último ex-presidente, de forma desmedida, insinuou o chamamento de uma força paramilitar às ruas, em resposta as manifestações contrárias ao seu ponto de vista.

Neste momento, se o impeachment é legitimo ou não, caberá somente às Instituições julgarem! Aos que protestam “contra” ou “a favor”, caberá aceitar o resultado deste julgamento a luz da Constituição Federal, que está acima de todos.

Passamos por um momento complicado e temerário, já vivido em 1992. Entretanto, se de lá saímos unidos como nação e com nossas convicções politicas preservadas, porque, agora um lado acena com o confronto e a raiva? Dispensam-se discursos de ódio, inspirados em “ideologias” ultrapassadas. Falo do Marxismo movido pelo pecado capital da inveja, assim como, do Liberalismo movido pelo pecado capital da avareza.

Rogo a Deus todos os dias, para que o nosso povo não se deixe cair nestes engodos, que levaram a ruina países e gerações de pessoas inocentes. Temos um país a construir para nossos filhos e netos!

 

Notícia: Atual situação política do Brasil

Engº Adilson Carlos Prestes

Sugestões ou Críticas para Coluna Análise – e.mail: coluna.analise@bol.com.br

 

 

Coluna publicada na edição 134 da Gazeta de Votorantim de 05 a 11 de setembro de 2015







Deixe seu Comentário

Newsletter
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.