28/09/2015 - 13:23
Que prefeito queremos para governar nossa cidade?


Na próxima sexta-feira estaremos a exato um ano das eleições de 2016, que nos darão a oportunidade de fazer a mudança ou aprovar a situação, e, com isto, reconduzir o atual governo para mais um mandato.

Votorantim está entre as cidades da região que anteciparam a discussão eleitoral de 2016. Pré-candidatos já anunciaram suas alianças, partidos já saíram de um comando e passaram para outro, contudo, os três pré-candidatos com mais condições de levar suas candidaturas até o dia 2 de outubro de 2016 sequer começaram a esboçar seus planos administrativos para a cidade, o que mostra que a pressa é política, e não de propostas.

A disputa, pelo que tudo indica, será entre dois ex-prefeitos e um ex-vereador: dois com experiência administrativa e um com experiência legislativa. Portanto, quando se falar de “o novo”, temos que entender que deveria se tratar de novas propostas, já que os principais candidatos, seja no Executivo ou seja no Legislativo, já estiveram a serviço da causa pública, fazendo política.

O maior desafio destes cidadãos que buscam de forma legítima colocar seus nomes a uma avaliação dos eleitores de Votorantim não traz apenas um projeto para a cidade, mas também deve-se avaliar quem serão seus auxiliares, sua equipe, cujos vencimentos nada atrativos competem com a iniciativa privada pagando mais. Desta forma, a tarefa de atrair pessoas com conhecimentos técnicos se torna uma tarefa quase impossível, pois idealismo é algo que está longe de ser uma realidade na máquina pública.

Se existe algo que na política é feito de forma muito clara é o “toma lá, dá cá", ou seja, partidos que dão seu apoio a determinado candidato, sabendo que, em uma eventual vitória, a conta vai ser paga com cargos para os membros do partido que apoiou, e isto vale para eleições de todas as esferas, seja municipal, estadual ou federal.

E neste "toma lá, dá cá" é que mora o perigo. Em uma cidade como a nossa, os agentes políticos são, todos, pessoas de nossos convívios, seja no bairro, no trabalho, nas igrejas, no futebol, no comércio, enfim, não são personagens que só vemos pela televisão, portanto, temos a obrigação de, antes mesmo de fazer uma análise do candidato que encabeça uma intenção de cargo, temos, por uma questão cívica e moral, que buscar analisar quem são os que vão ser pagos quando este majoritário se sentar na cadeira do Paço. Não é uma missão da mais fáceis detectar os parasitas e os que querem o poder pelo poder, pois nestes grupos políticos há votorantinenses que sonham em ter a oportunidade de fazer pela sua cidade aquilo que entendem que é possível e nunca foi feito por gestores anteriores.

Um pagamento político pode não apenas ser prejudicial à cidade, mas também ao prefeito que vier a gerenciar o município. Não é incomum se ver ex-aliados serem, além de opositores, inimigos ferrenhos do prefeito que lhes deu o cargo e depois tirou-o.

Cabe a cada um dos eleitores, habilitados a votar no próximo ano, avaliar bem com quem o candidato a prefeito fez aliança, de que forma o presidente do partido que o apoia chegou neste cargo, qual sua conduta nos outros anos, que não são anos eleitorais, se ele é participativo e está preocupado com as questões da cidade fora do período eleitoral, ou se só aparece quando surge a oportunidade da famosa "boquinha", se ele se incomoda sempre com a forma com que o atual prefeito conduz a cidade, ou se vira adversário só no momento em que quer o lugar de quem apoiou um dia.

Esta análise de quem está do lado de quem serve também para os candidatos a vereadores. Nunca perguntamos para um vereador: quem é que vai lhe auxiliar? Quem é que vai nos atender na Câmara na sua ausência? Esta informação pode definir um voto.

Se o futuro candidato a prefeito de Votorantim, para as eleições de 2016, persistir em estar rodeado de pessoas de caráter duvidoso, ou argumentando que se trata de um mal necessário, de que não tem jeito, pois veio junto com o partido que o apoia, passe a entender que este candidato é no mínimo conivente, e também quer o poder a qualquer custo. Aí então cabe o velho provérbio: “Diga-me com quem andas e te direi quem tu és!”.

 

Editorial publicado na página 2 da edição 137 da Gazeta de Votorantim de 26 de setembro a 2 de outubro de 2015







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