11/11/2015 - 13:01
ÉTICA NO DESPORTO


Como Leader Coach Desportivo – Motivacional de Autogestão, Melhoria de Desempenho e Orientadora Evolutiva, escrevo que o Desporto é o fenómeno cultural de maior magia, encanto, sedução no mundo contemporâneo. Daí que haja desafios a ter em conta, para que o desenvolvimento desportivo aconteça, de acordo com os objetivos pedagógicos os quais quase sempre estão em falta de acordo com o nosso governo em fazer de qualquer jeito e a falta de comprometimento para uma educação com mais responsabilidade, não digo pela camada de professores mas sim pela desvalorização dos mesmo, os quais muitos estão doentes, sem gás e motivação para fazer um trabalho maravilhoso comprometendo a prática desportiva assim como em qualquer futura profissão. Tomo a liberdade de dizer que grande parte da educação vem do ambiente ao qual fazemos parte e estamos em contato dia-a-dia, ou seja, ele é extrínseco e acontecem todos os lugares na rua, nos jornais, no cinema, na televisão, no computador. 

Toda a Informação o que mais distingue, no Desporto, é o desempenho dos atletas mais cotados, os seus carros, as suas companheiras, suas mansões, suas extravagancias, suas aparições na mídia, os vencimentos faraónicos que recebem e principalmente preparados para alvejar os erros dos árbitros, bando de ladrões! De quanto foi a proprina?!. Aqui no Brasil, há pouco tempo atrás, teve enorme sucesso o filme Forrest Gum, em que um simpático idiota é transformado num herói. Aqui no Brasil todos sabemos quem são Pelé, Rivelino, Garrincha, Sócrates, Ronaldo, Romário etc, etc, etc., mas ninguém ou poucos ouviram falar de Darwin, Platão, Dante, Sartre, Nietzche ou Shakespeare. Quero dizer que a Informação se ocupa unicamente de um desporto que reproduz e multiplica as ansiedades da sociedade e do mercado e não de uma prática desportiva donde despontem valores de forte carácter filosófico, antropológico. Depois a Escola de Formação Desportiva, poderia estar preocupada em desenvolver as qualidades físicas dos seus alunos mas esquece que, para praticar um desporto, as qualidades físicas não bastam, pois que as qualidades éticas e morais são também indispensáveis, para que futuramente em suas transições profissionais, ambientais, culturais não sofram pela própria ignorância.

Temos de reconhecer que, embora as exceções, os professores são tentados, pelo sistema que os governa, a serem conservadores e conformistas, no que respeita a conteúdos. E muitos deles aderem, julgando que cumprem escrupulosamente os seus deveres profissionais. Ora, por detrás da atividade docente de alguns professores de Educação Física e Desporto, há um corpo de conhecimentos científicos caquético, obsoleto, doentiamente envelhecido, contra o qual vêm lutando alguns profissionais desta área, mas que não conseguem ultrapassar a ignorância de muitos políticos, nem e a teimosia dos “especialistas” (?) que fazem e propõem os currículos escolares. E por que digo eu que “há um corpo de conhecimentos científicos caquético, obsoleto, doentiamente envelhecido”? Porque o paradigma por que se regem está declaradamente errado, ou seja, manifestam não saber que a área da educação física e desporto só como ciência social e humana pode entender-se, investigar-se, compreender-se.

Os órgãos da Comunicação Social, hoje, ocupam-se da crise financeira, desgraças, roubos do governo coisas que abala o mundo e a população gosta. E ouvem, a propósito, alguns economistas e financeiros, lançando um grito de socorro. Com o nosso desporto atual sucede outro tanto que há demasiada ausência de valores! Daí que, na Escola, a Educação Física e o Desporto devam fazer dos valores um dos seus temas preferidos. Até por esta razão: sem valores, há gols e defesas, há passes e remates, há técnicas e tácticas – mas não há Desporto! Educar para o Desporto é educar tendo em vista a complexidade humana e não só o físico, o biológico é a competição desmedida, concordo que a primeira obrigação do árbitro é isto mesmo defender os valores que animam o Desporto. Porque, com eles, há lealdade, há companheirismo, há respeito pelo adversário. Verdadeiramente, o árbitro, quando o é de fato, é um desportista exemplar, porque é o primeiro defensor da pureza da prática desportiva. E seria bom que as nossas alunas e os nossos alunos, desde jovens, se habituassem a respeitar o árbitro, porque na Escola aprenderam que o Desporto, sem valores, não é Desporto! Educar para o Desporto é educar para valores!







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