16/11/2015 - 17:57
ESPORTE E CIDADANIA


O pior Estado é o que tem muitas leis. Em qualquer área do desporto, não há falta de leis mas, como afinal na sociedade hodierna, há falta de valores. “Valor é aquilo que vale por si mesmo”. Exemplos de valores são o bem, o belo, o justo.

Porém, um valor só o é, quando interiorizado por alguém que o assume como algo que vale para si mesmo. A assimilação de um valor corresponde a sua qualificação – passando o valor, a partir desse momento, a orientar as ações do indivíduo.

Se considerarmos a atual crise financeira, temos que convir que esta tem, na sua base, uma crise de valores – muitos quiseram ganhar muitíssimo e depressa, à custa e prejuízo de uma grande maioria. Uma sociedade a que faltam os valores corre o risco de desmoronar-se, temos o exemplo de nosso país.

Vale a pena reler a propósito o Código de Ética Desportiva, “Nos dias de hoje, o desporto deve ser, cada vez mais, uma verdadeira Escola de Liberdade e uma autêntica Escola de Cidadania (…). A ética desportiva é uma prática condicionada pelas atitudes e convicções dos intervenientes. O exemplo é o principal instrumento de formação ao dispor de quem quiser multiplicar o número dos que agem segundo esses valores”.

Ora, a Liberdade e a Cidadania não se promovem, quando se põe entraves ao exercício, em plenitude, da profissão do jogador de futebol. E volto ao Código de Ética Desportiva: é preciso “evitar qualquer situação que possa levar a conflito de interesses. Entende-se por conflito de interesses, quando (os agentes desportivos e os empresários) têm, ou aparentam ter, interesses privados ou pessoais, que coloquem em causa a integridade e a independência, no exercício das suas funções”.







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