23/11/2015 - 12:26
Vamos parar de rodeios!


Um país se impõe pelo seu povo e o quanto ele está preparado para ditar suas ações presentes e futuras.

A diversidade de pensamento é normal e salutar, porém devemos ter e manter os elementos básicos que servem de alicerce para suporta-la durante as crises. Para que se tenha uma política verdadeira no Brasil, em busca do bem comum, precisamos resgatar dois pontos principais: Os valores morais e éticos e a formação escolar.

Os valores morais e éticos nos são passados paulatinamente desde a nossa mais tenra idade, em família, por intermédio de nossos pais. Estes valores, desde que bem cuidados, são incrementados ao longo da vida pelas convivências em sociedade, tais como: entre amigos, nas escolas, nas igrejas, clubes e associações, enfim em meio à sociedade de forma geral. Entretanto, o fundamento de todo o processo é a família. Porém, vemos que silenciosamente as famílias abdicam deste papel, no todo ou em parte, deixando-se influenciar por modismos, pela grande mídia e até mesmo aceitando intervenções do estado em seus direitos fundamentais de educar o seus filhos. Estas inversões de papeis vêm transformando negativamente as nossas famílias e sociedade. Basta olharmos para os índices de criminalidade e corrupção que assolam o país. É deprimente!

O segundo ponto é a formação escolar, ou seja, a transmissão do conhecimento de todas as áreas do saber. E neste contexto, creio que deveríamos rever o processo da formação escolar onde impera um sistema que contrapõem alunos e professores sob a ótica de que os primeiros aprenderão através de suas intuições cognitivas, sem pressão e ao seu tempo deixando o professor na posição de “Facilitador” do ensino.

Este sistema que tem a pretensão de intitular-se “Construtivista” com a grande “sacada pedagógica” de colocar o motorista no banco de trás e o passageiro desabilitado na direção do carro, desenvolveu técnicas “progressistas” do tipo: aprovação continuada, substituições de provas por trabalhos, ênfase nos exercícios dos direitos em detrimento dos deveres, ou seja, uma escola totalmente “descolada” das exigências deste mundo globalizado.

Até mesmo a nossa língua portuguesa foi assimilada por “conceitos inovadores” e relativistas: dividiram-na em dois tipos: a forma “culta” e a “informal”, ou seja, falar errado também é certo! E falar certo....deixa pra lá, pois o importante é “nóis se comunicá”!

Ignoramos, esquecemos ou damos de ombros a fatos históricos terríveis, que se analisados a luz de suas realidades, nos poupariam muito tempo em discussões infrutíferas nos fazendo focar no principal: O progresso e o bem comum da nação.

Em suma, precisamos valorizar a família e os bons valores do passado. O sistema de ensino tem que ser reformado, com professores treinados, estimulados e bem remunerados para transmitir os conhecimentos corretos aos alunos, os avaliando e os preparando para o futuro, e consequentemente para a nação.

Temos que parar de repetir esta falácia: O Brasil é o país do futuro! O Brasil é agora, fazendo o seu futuro sem se esquecer do seu passado!

 

Coluna publicada na página 06 da edição 145 da Gazeta de Votorantim de 20 a 27 de novembro de 2015







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