21/12/2015 - 09:07
Cacilda Godinho: a nossa homenagem


Ah como é tão triste perdermos a presença física e doce de uma mãe. Uma dor tão profunda em nosso íntimo que abala as estruturas, nos sentimos órfãos a tal ponto de imaginar que os nossos dias não mais serão tão alegres como foram ao lado da nossa protetora e guardiã.

No dia 9 de dezembro, quando a cidade acabava de comemorar mais um aniversário de Emancipação, a vanguardeira Cacilda Maria Fonseca Godinho nos deixou. Seu sorriso e seu olhar cheio de ternura vai agora fazer muita falta aos amigos e de modo especial aos filhos Ailton e Arlete, nora Sandra, genro Antonio Luiz Ferrari e neto Ricardo.

Cacilda Godinho lutava contra uma doença que foi minando suas forças, mesmo assim, se mostrava guerreira, celebrava o dom da vida e partilhava a ternura que somente uma pessoa tão sábia pode proporcionar.

Estava no auge de seus 85 anos. Parece até que sabia que estava chegando o momento de ganhar o merecido repouso eterno para aqueles que acreditam, que tem fé e se mostram em vida dispostos a semear e cultivar as boas virtudes.

Cacilda não queria se mostrar abatida, desejava ver se todos a sua volta estavam bem e felizes. Quando chegava o dia das reuniões em que participava do Grupo Unidos do Sesi da Terceira Idade se preparava bem antes e aguardava ansiosa para rever cada amigo que a vida lhe ofereceu. Ali se divertia e se encantava, eram momentos em que deixava o sofrimento da doença de lado e buscava ainda mais inspiração para se manter tão forte aos olhos de quem a conheceu em vida.

Agora o que ficou foram saudades das conversas animadas, dos abraços afetuosos, dos beijos de mãe e avó. A dor da perda é muito grande, mas fica a certeza que está agora amparada eternamente pela bondade divina.

A família agradece a cada gesto fraterno e de apoio num momento tão difícil. A equipe médica e de enfermagem que se mostrou tão dedicada. Aos amigos que se mantiveram presentes nesses últimos momentos de sua vida. Aos participantes do Grupo Unidos do Sesi, tendo à frente o coordenador Nivaldo e o diretor Julio por se mostrarem tão próximos. Aos amigos da imprensa pela manifestação de carinho e apreço. A Igreja Presbiteriana do Brasil da qual sempre foi membro e a Deus que tem fortalecido os familiares para superar esse triste momento.

(César Silva, jornalista e historiador de Votorantim)

 

Artigo publicado na página 06 da edição 149 da Gazeta de Votorantim de 19 a 25 de dezembro de 2015







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