11/01/2016 - 12:33
PARA COMPETIR, É PRECISO SABER COOPERAR


 “Importa, acima de tudo, revalorizar o Homem”

O que mais eu amo, no desporto, é a confiança e a segurança que ele transmite a quem o pratica. Comprovadamente, o desporto nutre-se de uma grande confiança em nós mesmos; ele permite-nos um melhor autoconhecimento e não nos deixa instalar no conforto das certezas enganadoras.

Porque muito sofreram e ainda sofrem; porque muito amaram; porque muito viveram – tudo o que fizeram (e foi muito) tinha os limites dos sonhos que sonharam, mas não souberam de forma assertiva administrar esse sentimento ou seja não souberam equilibrar a razão e a emoção e não adianta apenas atribuir a culpa nas certezas enganadoras, não existe culpados ou inocentes, apenas uma má escolha.

Também não podemos esquecer, nesta meditação sobre as relações entre ciência histórica, criação e prática do esporte, que cada época produz a sua história, a sua visão do tempo que passou. Por isso, de algum modo, podemos dizer que há uma história própria de cada tempo, de cada contexto cultural, de cada regime, de cada século, na medida em que a historiografia obedece à escolha que é feita dos temas e dos ênfases, que são dados aos problemas a resolver, às preferências por determinadas modalidades e até a princípios científicos e valores culturais de cada época.

A comunicação, com todos os que, pelo seu humanismo, não escreviam para agradar, mas para servir o que aprenderam... também na competição esportiva! E o que se aprende na competição esportiva? Acima do mais que, para competir, é preciso saber COOPERAR.

Pois assim aprendem-se converterem as dificuldades em um mar de possibilidades.

Para cada área que se atua é necessário estudar, pesquisar, investigar e aprofundar para que assim possa pensar não diferente  no futebol, mas precisamos aprender a pensar o futebol como cultura, como um saber não-neutro, porque a neutralidade axiológica e política, no desporto serve, e estou agora a servir-me de palavras, para acordar as pessoas e à recusa da sociedade injusta estabelecida.

Também concordo e defendo a distinção e independência das ciências humanas, em relação às ciências da natureza, pois que me parece incontestável que os objetivos do ser humano não podem estar na dependência exclusiva do que o positivismo científico.

E também concordo, defendo e afirmo que o desporto não é só uma Atividade Física, porque é, sem lugar para dúvidas, uma Atividade Humana.

O conceito de Ling de que o corpo é um instrumento vivo da alma resume todo o espírito da educação física moderna, que nos trabalhos dos psicólogos destes últimos vinte anos aqui no Brasil, mas ainda incógnitos vem encontrar os limites necessários, limites estes científicos e experimentais, que já no conceito de formação eram contidos. Bem visível o conceito de corpo-instrumento, de corpo-objeto, como fundamento da educação física e do desporto.

O  modelo que propõe de desportista é o de um “homem humano” que, pela transcendência, se esforça por realizar todas as dimensões da sua humanidade. Este, sim este é o verdadeiro campeão!







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