15/02/2016 - 12:07
Aprenda a ouvir, a interpretação é sua


“Precisamos saber ouvir mais o pensamento”,  neste  caso,  no Esporte é preciso dar mais assistência ao pensamento. No sentido para o vermos mais lúcido e sensato. Com extrema vontade e desejo de descoberta” e “vontade de consciência” “desejo de sabedoria” , é preciso fazer um desporto diferente, fiel ao legado. Afinal de todas as consciências críticas, que procuram a raiz da dimensão humana, numa perspectiva cultural, afirmativa e criadora.

O desporto mudou. Já não é o que era.  As ciências e tecnologias são dinâmicas, mas o homem não percebeu a tal mudança que também envolve o pensamento e que todo treinador tem a obrigação de ser um Gestor, Administrador de estruturas e pessoas. Contudo, se o desporto mudou, os responsáveis  estratégico do Movimento Desportivo não mudaram.  Acomodaram-se aos lugares que acumulam e perpetuam-se, neles, anos a fio, em prejuízo das novas gerações.

Quando se escuta a linguagem da esmagadora maioria dos nossos dirigentes, logo se infere que são incapazes de qualquer lucidez investigativa e sondeadora dos grandes problemas desportivos. Não se esconde o amor clubista de praticamente todos eles. Mas dão-nos a sensação, através da sua prática (e da sua linguagem) que ainda vivemos o desporto da década passada, poderia usar como uma correta definição de Desporto como componentes integrativa e holística (holos) que agregam as componentes lúdicas, componentes agonísticas, componentes do movimento, componentes institucionais, componentes do projecto. E acrescento este propósito de que uma ideia de projeto é de fundamental interesse, para uma definição correta e justa para o desporto, sob pena de que o próprio desporto vem se transformando  num instrumento de alienação de massas. Está bem à nossa vista, pois  se não alienam(aliem = além, desconhecido, incerto) as massas, estes dirigentes também não sabem fazer mais nada, pois é mais fácil viver limitado sobre o medo do desconhecido do quer ser visionário e inovador.

Eu  não quero usar de injuria, nem ofender – mas eu gosto muito de incomodar, por que eu sei, como poucos, que a problemática do desenvolvimento do desporto que me apresenta ou se coloca, com premência, dado que “subsistem populações com enormes carências, tal como a nossa aqui da cidade para as quais a justiça distributiva, em matéria de acesso à prática desportiva não esta a ser bem incentivada aqui na cidade como ocorreu com a 21ª. Copa Brasil de Futebol Infantil de Votorantim, primeiro o impasse de ter ou não e depois o pouco tempo para a preparação física, técnico-tática e psicológica, mas graças a grande interação boas sementes foram semeadas e já foram para um celeiro onde poderão serem melhores trabalhados, estruturados para então poderem realizar vossos sonhos, coisas que aqui na nossa cidade faltam reais interesse à população, onde se colocam a culpa pela má gestão na crise que assola o país, mas ainda não lhes chegou a visão da grande revolução que causou na cidades pelos nossos atletas e toda a equipe, ou ainda não é suficiente para os governantes por apenas por estarem alienados e não serem visionários e inovadores. Por isso, o desporto, na sociedade moderna, deve ser considerado como um instrumento de políticas públicas, implementadas para melhorar a qualidade de vida das populações, sobretudo das mais desfavorecidas. E quantos são os dirigentes desportivos que pretendem fazer do desporto um fator de desenvolvimento? Quantos são os que aceitam de boa mente que o dirigismo desportivo, hoje, exige especialização universitária, cultura desportiva e não tanto uma diligente “de puxa-saquismo” e um verbo empalhado, incolor e banal? Não esqueço que convivi com alguns esportistas dentro de meu bojo familiar, como meu saudoso avô, tios, primos e eu também como esportista e de três anos para cá o meu tão querido namorado que para mim, que sem amor o desporto não acontece, aliás nada acontece sem amor, as coisas geradas sem amor são apenas resultados de uma aventura ao qual mexe em todo o sistema do universo, pois só tende a atrapalhar o bom percurso que deveria ser.

A Gestão do Desporto é um dos aspectos em que o Desporto se desentranha e desdobra e a Gestão se enriquece se questiona e da as respostas. E assim já não basta o puxa-saquismo, a devoção cega, para o dirigente desportivo. É preciso bem mais e melhor – afinal, tudo o que de faz necessário é a Gestão do Desporto, um desenvolvimento organizacional.
Há muitos homens superiores cuja aura pública conduziu a um autocentrismo exagerado e que fazem da sua pessoa a sua ocupação principal.

Os clubes de maior nome funcionam hoje como instrumentos de conservação do poder, por parte de grupos de interesses, arredando os sócios das magnas decisões sobre a coisa desportiva. Daí, o seu carácter indiscutivelmente oligárquico. Escasseiam os combativos militantes de uma cultura desportiva, que seja cultura, isto é, humanização progressiva do Homem?, da Sociedade e da História?. Só como prática humanizante, movimento em direção à transcendência. Um desporto, físico tão-só, não é salutar, porque o Homem é corpo-alma. desejo-natureza-sociedade. Não há saúde, se à componente empírica do anátomo-fisiológico não se acrescentam outras componentes, elementos do mesmo todo quanticamente falando. Enquanto o Desporto for tão-só físico, o clubismo continuará dentro das esferas de conservadorismo e de absentismo, renitente a um clima de convivência e de tolerância. Enquanto o Desporto for tão-só físico, os clubes continuarão sacrificados à agressividade. Porque o físico, por si só, não fala uma linguagem universal de libertação.

O ensino não é mera informação do saber, mas sobre o mais exemplo de trabalho sério, testemunho de vida. Uma Escola que só se distinguisse pelo ensino de informações teóricas, não poderia traduzir, em diferentes registos, a experiência do encontro fraterno entre pessoas. Presunçosos auto-suficientes, invejosos, egocêntricos, sempre os encontraremos, ao longo do tempo. Mas também por lá encontrei, a iluminar-me o caminho de estudioso e de professor, alguns companheiros de jornada.







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