14/03/2016 - 15:34
“Ao vencedor as batatas” (Quincas Borba)


Ser educador nesse país significa enfrentar uma constante batalha. Como citar os grandes poetas se a nossa língua portuguesa foi destruída pelas reformas ortográficas medíocres deste atual governo que dogmatizou a burrice?

Nós mestres e doutores após longos anos de formação e dedicação já não servimos pois custamos caro para o método atual que se diz tão moderno e tecnológico e fomos engolidos pelo sistema online. Eis que os olhos nos olhos do ensino já não convém e assim nos vendemos ao orgasmo da virtualidade e assim os senhores tutores se apresentam como fast food - veloz para saciar o momento alimentando assim o carpe diem desta mentalidade efêmera estudantil, que sem opções e voz se escravizam ante os senhores feudais das grandes empresas educacionais.

Como me sinto neste país após longos anos de formação na Europa? Como o idiota do “Pequeno Príncipe” zelando pelos seus três vulcões sem possibilidade de alargar-se... não me deixam ir mais além!

Nós custamos caro para esta Nação onde temos um governo que não sabe discursar e que tornou as gírias o “Caminho Suave” da nossa juventude tão varonil mas tão pouco estudantil, pois para isso precisa se curvar ao Império do FIES e suas promessas enganadoras para a obtenção de um suado diploma. Onde muitos analfabetos governantes são aplaudidos e condecorados em nossa Academia de Letras e assim as letras se deformam nessa “pátria mãe gentil”!

Nossa categoria serve para preencher o grupo docente das instituições para o controle da inquisição temporária do MEC e depois nos tornamos indecentes usados e descartados... enfim como o sexo rápido e sem compromisso.

O educador não tem mais voz pois tudo vem da base e ele deve aprender com o aluno ou melhor este último já nem precisa dele pois aqui neste país incentivamos a autocefalia pedagógica - cada qual é seu mestre e formamos homens solitários sem confronto e somente com o seu ego como bússola.

Coragem homens e mulheres d’outrora vosso tempo passou e este geração medíocre se apresenta agora como o protótipo educacional que fala mais alto mas declina em sua essência... “ao vencedor as batatas”!

 

Coluna publicada na página 07 da edição 159 da Gazeta de Votorantim de 12 a 18 de março







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