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Valentim dos Santos: “O rádio é minha vida”
 Foto: Werinton Kermes 

Valentim dos Santos é uma das vozes mais conhecidas de Votorantim

Eduardo Gouvea

Com 30 anos dedicados ao rádio, ao qual diz ser sua vida, Valentim dos Santos é uma das vozes que leva Votorantim para toda a região.  Após um tempo afastado dos por questões de saúde, em janeiro o comunicador estará de volta aos microfones.
Nascido na cidade de Bariri, região de Bauru, no ano de 1969, Valentim Donizete dos Santos veio ainda criança para Sorocaba e depois fixou residência em Votorantim, cidade a qual se identifica muito com seu povo. Ele diz que a amizade dos votorantinenses é uma das características marcantes da cidade a qual ele busca levar para as demais cidades da região. “Falo do povo, falo dos bairros de Votorantim, divulgo os eventos e a tradição da cidade”, conta. Valentim iniciou sua carreira em meados dos anos 80 na Rádio Cacique de Sorocaba, também passou pela rádio Ativa de Sorocaba, Gazeta de São Paulo, Rádio Manchester, esteve no começo da Rádio Ipanema e desde 1993 está de volta à Cacique, onde apresenta o programa Brasil Rural.
A paixão pelo rádio começou ainda criança, quando ia aos campinhos de futebol e, enquanto não estava jogando, pegava uma caixinha de fósforo para imitar os grandes locutores da época. “A minha vida era jogar no campinho e queria narrar futebol. Então quando eu não estava jogando, ficava na beira do campo com uma caixinha de fósforo na mão imitando o narrador”, conta.
Ouvinte principalmente dos programas esportivos e de música sertaneja, o desejo de ser locutor só cresceu e na adolescência Valentim passou a buscar uma vaga em alguma rádio da região. “Fiz testes em várias rádios e fui aprovado na Cacique, onde minha primeira oportunidade foi narrar os jogos do campeonato varzeano em 1984”, relembra. No ano seguinte foi para São Paulo e algum tempo depois já dividia seu tempo com as locuções em FM, AM e as narrações futebolísticas aos finais de semana. De volta à Cacique, já nos anos 90, ingressou na faculdade Cásper Líbero, época que começou a fazer também os plantões de notícias, passando a ser uma espécie o coringa da rádio.
Dentre os fatos curiosos, Valentim relembra sua primeira reportagem, em um dia que a rádio estava sem repórter e por conta disso foi designado para fazer a cobertura de um rapaz que subiu em uma torre de energia. Numa época em que não existia internet ou telefone celular, o radialista conta que através de um telefone emprestado de um comércio passou a narrar ao vivo tudo que estava acontecendo, como se fosse um jogo.
Num determinado momento o homem levou choque e caiu, sofrendo várias fraturas. Já no Hospital Regional de Sorocaba, e ele seguiu sua transmissão de um orelhão, quando chegou um rapaz se identificando irmão do homem hospitalizado, a qual colocou para falar ao vivo no rádio. Algum tempo depois, o mesmo rapaz retornou dizendo que havia se enganado e que seu irmão na verdade já estava em casa dormindo. Então Valentim teve que colocá-lo novamente no ar para desfazer o mal-entendido.
Valentim diz que muita coisa mudou nesses 30 anos de rádio, desde a tecnologia até a ideologia. “Em 1984 jamais poderia tocar uma música sertaneja, mas depois as FMs começaram a abrir espaço para sertanejo”, conclui.

 




publicado na edição n° 81 de 16 a 22 de agosto de 2014 do Jornal Gazeta de Votorantim, na página 09










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