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Campanha de vacinação contra o HPV tem início em Votorantim

A expectativa é vacinar 2,8 mil adolescentes, o que corresponde a 80% do público-alvo


A vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), que é responsável pela causa do câncer do colo de útero, já começou nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Votorantim. De acordo com a secretária da Saúde, Izilda Chiozzoto de Moraes, cerca de 2,8 mil meninas receberão a dose neste ano, sendo 80% da população-alvo, meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. No ano passado, o município superou e vacinou 87,87%, ou seja, 2.463.

Neste ano, o foco é vacinar as adolescentes de 9 a 11 anos, mas as meninas com até 13 anos que não receberam a primeira dose ano passado também podem ir a qualquer UBS da cidade para recebê-la. As UBSs funcionam das 7h às 17h. Além disso, adolescentes e mulheres que possuem entre 9 a 26 anos e convivem com pessoas portadoras do vírus HIV também têm direito a receber a dose.

Esta vacina concedida pela saúde pública possui três doses (a segunda é aplicada após 6 meses e a terceira após 5 anos após a primeira) e protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, e não tem característica terapêutica, ou seja, não combate as infecções ou lesões já existentes. O vírus do HPV possui mais de 100 tipos, entretanto, os tipos 16 e 18 causam em torno de 70% dos casos do câncer de colo de útero. Vale ressaltar que os 6 e 11 estão presentes na maioria das verrugas genitais.

A principal forma de contágio é pela via sexual, com o contato direto com a pele ou mucosa infectada. Além disso, é um tumor que se desenvolve a partir de alterações no colo do útero, que se localiza no fundo da vagina. Essas alterações são chamadas de lesões precursoras, curáveis na maioria das vezes e, se não tratadas, podem se transformar em câncer.

Portanto, é fundamental que as mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, que é o papanicolau. Caso alguma alteração seja identificada antes de o câncer surgir, é possível tratar a doença em 100%. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo de um ano e, se os resultados forem normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos.

As lesões precursoras ou o câncer em estágio inicial não apresentam sinais ou sintomas, mas, conforme a doença avança, podem aparecer sangramento vaginal, corrimento e dor, sem ser nesta ordem. Sendo assim, a orientação é sempre procurar um posto de saúde para investigar os sinais ou sintomas e iniciar um tratamento, caso seja necessário. Estima-se que cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverá alguma forma de manifestação, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O câncer de colo de útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina brasileira, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, conforme informa o Inca. Em 2014, a estimativa de novos casos do órgão foi de 15.590, e o último registro de mortes, feito em 2011 pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), foi de 5.160.

 

(SECOM VOTORANTIM)










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