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O jogo do suicídio

Votorantinense que participava do desafio Baleia Azul pede ajuda para vereador
 Foto: Divulgação/Heber Martins 

A moça apresentou automutilação nos braços


Vanessa Corrêa
(programa de estágio)

Uma jovem moradora da cidade de Votorantim que estaria participando do jogo conhecido como “Baleia Azul” pediu ajuda ao vereador Heber Martins (PDT), na última segunda-feira (24). O caso ganhou repercussão em rede social e preocupou votorantinenses a respeito dos perigos do jogo que pode se disseminar no Brasil e consequentemente na cidade de Votorantim.
O jogo “Baleia Azul” propõe que o adolescente ou adulto realize 50 desafios ou tarefas, sendo que, o último é se suicidar. O jogo já fez vítimas no país e no mundo. Ganhando as manchetes do país ao envolver a questão do suicídio entre adolescentes. Os mesmos relataram ter recebido convites em redes sociais e aplicativos mensagens por celular com tarefas que deveriam ser cumpridas, e dependendo da tarefa essa deveria ser gravada e o vídeo compartilhado, isso para ter a comprovação de que a tarefa foi executada. 
Os grupos do jogo são fechados, os chamados “curadores” do jogo são responsáveis por fiscalizar a realização destas tarefas, que incluem automutilação e atividades com alto risco de morte.  Até o momento o que se sabe é que o suposto “jogo” começou na Rússia, mas, está se espalhando rapidamente pelo mundo. 
O caso em Votorantim foi divulgado em rede social do vereador Heber que relatou que a jovem o procurou para pedir emprego. Segundo ele, a moça de 23 anos alegou passar por dificuldades financeiras para criar seus dois filhos, foi quando o vereador a recebeu em gabinete e percebeu as marcas nos braços da vítima. Desconfiado, Heber questionou a mesma sobre as marcas suspeitando de uma possível agressão ou transtorno psicológico, a jovem desabafou e contou sobre sua participação no jogo. 
A moça contou que estava na segunda fase do jogo, embora os desafios não tenham sido totalmente apurados e comprovados, a votorantinense apresentou sinais de automutilação nos braços, pernas e barriga. A vítima relatou que participava das ações através da internet e que seu namorado teria percebido seu comportamento diferente e marcas pelo corpo e suspeitado do caso, retirando o aparelho celular da mesma.
O vereador relatou em entrevista à Gazeta de Votorantim que ficou extremamente preocupado com a exposição de jovens e adolescentes aos perigos após ver o transtorno na vida da vítima em Votorantim e a dimensão que o jogo tem tomado. Ainda segundo Heber, a jovem não está participando mais do jogo e recebe ajuda de familiares amigos para sua recuperação psicológica.
Heber destacou que através da sua publicação chamou a atenção de pais e autoridades do poder público para com o problema. Obtendo ainda apoio de psicólogos e advogados para uma possível mobilização e divulgação sobre o assunto com jovens e adolescentes. A vítima não quis conceder entrevista.

Reportagem publicada a página 10 da edição 216 da Gazeta de Votorantim de 29 de abril a 05 de maio de 2017 









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