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Aumento do preço do gás pesa no bolso do votorantinense

Em Votorantim, os botijões de 13kg que antes custavam em média R$45, agora variam entre R$55 e R$70
 Foto: Jorge Silva  

Amarildo Hernandes

Vanessa Corrêa
(programa de estágio)


O preço do botijão de gás de até 13 quilos sofreu reajuste médio de 12,9% no último dia 11 em todo território nacional. O aumento foi anunciado pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços da Petrobras e afeta diretamente no orçamento das famílias brasileiras. Em Votorantim, os botijões que antes custavam em média R$45, hoje, variam entre R$55 e R$70.

“O pior é que a previsão é aumentar mais até o fim do mês”, disse Francisco Gimenez Júnior, 42 anos, funcionário de um depósito de gás localizado no bairro Rio Acima. Segundo ele, as vendas caíram muito desde que houve o reajuste. “Se fica mais caro para nós, infelizmente, precisamos passar esse valor para o consumidor”.

Almir Egídio Carvalho, 43 anos, gerente de uma revendedora de gás na Vila Nova Votorantim, afirmou que as vendas caíram em 50%. “Nós precisamos dispensar três funcionários e ficamos a maioria do tempo com os caminhões parados”, disse. Almir contou que algumas pessoas têm buscado alternativas, como fogão a lenha para eliminar ou diminuir os gastos com o gás de cozinha. Ainda segundo o funcionário, antes, o comércio vendia no atacado cerca de mil botijões por dia, e após o reajuste esse número reduziu para menos da metade.

Para Amarildo Hernandes, 55 anos, revendedor de gás há 15, o aumento da temperatura também ocasiona a queda nas vendas. “O reajuste ajudou, mas no calor é comum as pessoas cozinharem menos”, explicou o comerciante, contando que tenta segurar o preço para que o consumidor não deixe de comprar.

Para o aposentado Dirceu Godoy, 74 anos, o gás de cozinha é uma despesa inevitável. “Difícil diminuir o uso. Em casa somos sete pessoas, o gasto com alimentação é o básico”, disse o homem apesar de achar alto o valor de venda do produto.

A Petrobras informou que o aumento foi calculado de acordo com a política de preços divulgada em junho deste ano e reflete “principalmente, a variação das cotações do produto no mercado internacional”. A companhia acrescentou que, como a legislação brasileira “garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor”. (Supervisão: Luciana Lopez)

 

Reportagem publicada na página 05 da edição 241 da Gazeta de Votorantim de 21 a 27 de outubro de 2017



Veja mais fotos:

  1. Amarildo Hernandes

  2. Amarildo Hernandes
  3. Dirceu Godoy

  4. Dirceu Godoy
  5. Francisco Gimenez Júnior

  6. Francisco Gimenez Júnior
  7. Almir Egídio Carvalho

  8. Almir Egídio Carvalho







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