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Pacientes reclamam da demora para cirurgia de hérnia umbilical
 Foto: Vanessa Corrêa 

Adenilson Anselmo Domingues

Vanessa Corrêa
(programa de estágio)


A angústia de não saber quando um problema de saúde terá fim. Este é o sentimento de votorantinenses que aguardam na fila de espera para realização da cirurgia de hérnia umbilical por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) do município.

Segundo o Ministério da Saúde, a hérnia “é o escape parcial ou total de um ou mais órgãos por um orifício que se abriu, seja por má formação ou enfraquecimento nas camadas de tecido protetoras internas do abdome”. No caso da hérnia umbilical, ela ocorre quando o músculo ao redor do umbigo não se fecha completamente, podendo estar associado a esforços físicos ou até mesmo de um problema congênito.

Adenilson Anselmo Domingues, pintor industrial de 33 anos, morador da Vila Domingues, em Votorantim, tem hérnia umbilical há seis anos e aproximadamente há dois, tem sofrido com o problema de saúde.

Inicialmente o paciente foi atendido por um clínico geral na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Clarice e encaminhado ao endocrinologista, segundo ele, após a consulta com o especialista foi constatada a necessidade de cirurgia do rompimento, e há um ano e seis meses aguarda pelo procedimento. “Eu estou sempre no Pronto Atendimento, pois, têm dias que eu não aguento as dores fortes no local”.

Além das dores e incômodo, segundo Adenilson, a orientação médica é para não realizar força física para que a hérnia não aumente ou até mesmo se rompa por completo. “Eu estou desempregado, porque ninguém quer contratar alguém com um problema de saúde, minha profissão exige esforço e movimentação constante”, relatou Adenilson.

Ainda segundo o paciente, de acordo com informações dos próprios funcionários do Hospital Municipal de Votorantim “Dr. Lauro Roberto Fogaça”, ‘centenas’ de pessoas aguardam pelo procedimento, e as que estão sendo chamadas neste mês são os inscritos em meados de 2015. “O que me preocupa mais é que não tenho uma previsão de quando serei atendido, tenho medo de que o pior aconteça”, disse.

Arlete Silva, comerciante de 52 anos, aguarda pela cirurgia há pouco mais de um ano. A moradora do bairro Parque Santos Dumont foi atendida na UBS do Jardim Serrano, sendo encaminhada ao especialista, onde foi constatada a necessidade de cirurgia. Segundo ela, depois que descobriu o rompimento passou a mudar seus hábitos, não carrega peso, e tenta forçar o mínimo possível o abdome. “Mesmo me esforçando menos, as dores são frequentes e infelizmente ela não tem previsão de acabar”.

De acordo com os pacientes, somente um médico realiza esse tipo de procedimento cirúrgico no hospital votorantinense e a demanda é alta. Questionada, a Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Votorantim não confirmou as informações e nem se posicionou sobre o assunto. (Supervisão: Luciana Lopez)

 

 

Reportagem publicada na página 05 da edição 243 da Gazeta de Votorantim de 04 a 10 de novembro de 2017










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