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Homem confessa que jogou corpo de mulher na represa de Itupararanga
 Foto: Jorge Silva/ Gazeta de Votorantim  

Caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Votorantim

Luiz Fernando Moura

(programa de estágio)


O homem que foi visto com a moça que foi encontrada morta na represa de Itupararanga, em Votorantim, no dia de Natal (25), compareceu no 2º Distrito Policial da cidade nesta quarta-feira (10) para confessar sua participação no episódio criminal. Na ocasião, a filha da vítima, de apenas dois anos, foi deixada abandonada em uma rua em Sorocaba.

Segundo o delegado Gilberto Montenegro Costa Filho, responsável pelo caso, o suspeito, C. R. N., 33 anos, compareceu no 2º Distrito Policial de Votorantim informando que no dia do ocorrido, ele e a vítima, Juliana Jovino, 24 anos, estavam em um churrasco que acontecia na casa de uma amiga da moça. Na ocasião, ele teria ingerido bebida alcoólica, e ela havia usado cocaína.

O delegado conta que a investigação chegou até o suspeito através de informações de pessoas que estavam no churrasco. “Algumas pessoas conheciam o rapaz e sabiam que ele morava em Votorantim. Também entramos em contato com a família para saber mais informação sobre o ele”, disse.

No depoimento, o suspeito informou que ele e Juliana foram buscar a filha dela e depois de um tempo na festa, seguiram para a casa dele, em Votorantim. Entretanto, a moça teria começado a passar mal e ficar roxa. Sem saber o que fazer e embriagado, ele disse que colocou Juliana no banco de trás do carro e a criança na frente.

O rapaz diz ter deixado a criança no bairro Jardim Eldorado, próximo a uma árvore na rua Celina Stela Corradi, em Sorocaba. Horas depois, foi até a represa de Itupararanga, deixando o corpo da mulher desacordado na água. “Ele disse que estava muito bêbado e achou que ela havia morrido de overdose. Com medo ser responsabilizado pelo ocorrido, jogou o corpo dela na água, mas na verdade, ela morreu afogada, sendo que estava desacordada apenas”, conta o delegado.

O suspeito responde em liberdade por homicídio culposo – quando não há a intenção de matar. O caso segue em investigação e, de acordo com o delegado, só será possível saber se havia drogas no sangue da vítima quando for divulgado o laudo do exame toxicológico.

Relembre o caso

Juliana Jovino foi encontrada morta na represa de Itupararanga por volta das 14h, na segunda-feira de Natal de 2017.

Ela estava apenas com roupas íntimas e não registrava sinais de violência, sendo a ocorrência registrada na Delegacia Central de Votorantim. No entanto, já havia sido feito um registro de desaparecimento por familiares na Delegacia do Plantão da Zona Norte de Sorocaba, informando as mesmas características. Familiares foram acionados e reconheceram o corpo.

A família contou que no domingo (24), a moça tinha saído de sua casa, no bairro Nova Esperança, em Sorocaba, junto com a sua filha de dois anos, informando que passaria o Natal na casa de uma amiga. Pessoas que estavam no local informaram à polícia que viram ela saindo da casa da amiga com um rapaz e a criança.

A menina foi encontrada próximo a uma árvore na rua Celina Stela Corradi, no bairro Jardim Eldorado, em Sorocaba, pela manhã da segunda-feira (25) por um morador. No momento em que foi encontrada, ela estava apenas de fralda e suja, mas não aparentava sinais de violência.

Os moradores recolheram, deram banho, roupa, alimento e acionaram a Policia Militar e a Guarda Civil Municipal (GCM). A criança foi encaminhada para o Conselho Tutelar, que a levou para um abrigo. Familiares a identificaram após uma publicação feita nas mídias sociais. Na semana passada, a criança retornou à sua casa, sob guarda de sua avó materna. (Supervisão: Luciana Lopez)










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