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Histórias da Minha Cidade - Vila da Light


Caros confrades, muito boa tarde!

Grata foi minha surpresa, ao deparar-me, na edição número 264 da Gazeta de Votorantim, com a coluna do colega César Silva, abordando o descaso das autoridades (e por que não dizermos da sociedade local como um todo?) com nosso patrimônio histórico, no caso específico da presente edição: da vila de funcionários da Usina de Itupararanga.

Registro isso com o mesmo pesar de vocês, não somente como jornalista e sabedor da importância da preservação da memória cultural para gerações futuras (qualquer país minimamente desenvolvido investe milhões nisto!) mas, principalmente, como um ex-morador da “Vila da Light” entre os anos de 1956 e 1972.

Foram anos realmente incríveis naquele lugar de uma importância cultural óbvia, sob vários aspectos, não apenas para o nosso município, mas, para todo o país, menos para executivos tecnocratas do mega grupo Votorantim, atual detentor do direito de utilização da energia gerada em Itupararanga.

E foi por essa visão míope e sovina que a Vila da Light foi abandonada e acabou ruindo e tomada por mato por total falta de manutenção de suas dependências.

Resido na cidade de São Paulo, mas mantenho uma casa no Parque Bela Vista para onde gosto de me dirigir em feriados prolongados e, numa de minhas vindas para cá, em 2012, soube por outros ex-moradores da “vila” que esta se encontrava em estado lastimável de preservação. Tive, então, a ideia de criar um blog ao qual batizei de “Filhos da Light” que servisse como um polo centralizador e de reunião de ex-moradores da vila, mas, principalmente, como ponto de apoio para lutar pela preservação da Vila.

Durante mais de um ano esse blog publicou centenas de fotos de grande relevância histórica sobre etapas da construção da usina, sua vila de funcionários e outras dependências. Infelizmente, por razões de ordem pessoal não pude dar continuidade ao blog e tudo acabou em esquecimento...

Vir para Votorantim e ler a coluna do Cesar, hoje, trouxe novamente um comichão de voltar a trabalhar em favor de Itupararanga. Como jornalista (pena que nos últimos anos não estou mais ligado a nenhum órgão de imprensa, mas, uma vez jornalista sempre jornalista, não é?) eu seguiria o rastro da legalidade/responsabilidade do grupo Votorantim em relação à Itupararanga.

Eles não são “donos” da área, mas, beneficiários da energia gerada pela Usina. Portanto, de meu ponto de vista e a não ser que haja algum outro documento em cartório que lhes confira essa legalidade, não podem simplesmente fechar e/ou controlar o acesso ao local onde ficava a Vila dos Funcionários (distante cerca de 400m da Usina) e demais áreas da região. Isso daria uma excelente matéria investigativa! Quem sabe os corações jornalistas de vocês também se sintam tocados a seguirem uma investigação por aí? Tenho documentos e material em quantidade sobre Usina, moradores, engenheiros, o clube, etc., em meu poder. Obrigado pela atenção, abraços,
Billy Viveiros
Sites:  e http://filhosdalight.no.comunidades.net/index.php

 


Texto publicado na página 06 da edição 255 da Gazeta de Votorantim de 17 a 23 de fevereiro de 2018










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