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Suspeitos de violentar e matar mulher na Vila Garcia são soltos
 Foto: Jorge Silva  

“Eu poderia ter visitado ela e evitado tudo. Mas quem que vai adivinhar?”, esse é o sentimento de um parente, tentando entender o que aconteceu. Os dois homens suspeitos do homicídio de Mara Aparecida de Faria Franca, 44 anos, foram soltos no último fim de semana. O corpo da mulher foi encontrado sem roupa e com o rosto queimado em uma quadra esportiva ao lado da Escola Municipal "Raphaela Resio Cau", em 21 de dezembro de 2017, no bairro Vila Garcia, em Votorantim.

Pai e filho, E.S., 46 anos, e E.J.S., de 27 anos, foram presos dias depois suspeitos de participação no crime, ambos moram na Vila Garcia. Porém, na última sexta-feira (22), a Justiça determinou a liberdade dos dois por falta de provas.

Segundo José Antônio Proença, delegado de Polícia de Votorantim, a Justiça havia prorrogado por mais 30 dias a prisão temporária, porém, no último fim de semana terminou o período e os dois homens foram soltos. “Como terminou a prisão temporária, a Justiça teve que decidir se seria dada a prisão preventiva ou se soltariam eles. O que pode ser concluído, é que por falta de provas eles tenham sido liberados”, disse.

Em janeiro foi encaminhado para São Paulo um pedido de perícia pelo delegado, o qual ainda aguarda o resultado. “Não sabemos quando vai chegar o resultado, mas dependendo da resposta, pode ser mais uma prova e dar andamento no caso”, diz.

O corpo da mulher foi encontrado por crianças no início da tarde em uma quadra ao lado da Escola Municipal “Raphaela Resio Cau”, que já estava em recesso.

A mulher apresentava marcas de violência no pescoço e seu rosto havia sido incinerado.

De acordo com o familiar, Mara foi a um bar próximo de onde residia juntamente com sua irmã na noite anterior ao crime e depois ela foi vista com um homem.

Em entrevista, o parente contou que das diversas vezes que foi até a delegacia saber sobre o caso, conversou com uma funcionária, e foi informado que na noite do crime, o suspeito E. J. S, 27 anos, assumiu ter tido relação sexual com a vítima. “Se ele disse que teve relação, como na autópsia não deu? Mas deu que foi perfurada com material contundente”, conta.

De acordo com o entrevistado, o suspeito mais novo soltava pipa na infância com as outras crianças. “Uma vez ele pichou o muro de uma familiar nossa, fui tirar satisfação e ele encrespou”, comenta uma das lembranças que tem do suspeito. O entrevistado ainda comentou que no bairro, os suspeitos dificilmente saem pelas ruas durante a manhã e à tarde. Quando saem, é na madrugada.

Na noite do crime, o parente tinha uma notícia para dar à Mara, mas que infelizmente ela não recebeu. “Na noite do ocorrido, eu estava no shopping com a minha família. Peguei o telefone, liguei para ela e disse que tinha feito um curso e que levaria uma boa notícia. Então, falei para minha esposa para passarmos na casa dela e ela concordou. No entanto, saímos tarde do shopping e por achar que ela estaria dormindo, acabei não passando na casa dela”, comenta. Acreditando que se tivesse ido, poderia ter evitado a tragédia.

Em homenagem a Mara, foi feito um vídeo com fotos de familiares ao lado dela e postado no Facebook, ao som da canção “Quando eu chorar”. De acordo com o familiar, a mulher era muito próxima da família e muito querida. “Ela era uma pessoa muito alegre”, finaliza.

 











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