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Manifestantes pedem mais médicos para unidade de saúde do Jardim Cristal
 Foto: Matheus Cirone 

 

Matheus Cirone

(programa de estágio)

 

Na manhã desta quarta-feira (21), moradores do Jardim Cristal e de bairros próximos realizaram uma manifestação em frente à Unidade Estratégia Saúde da Família (ESF), por volta das 9h, pedindo mais atendimento médico na unidade. Cerca de 30 manifestantes estavam no local pedindo uma resposta do Governo Municipal em relação ao médico só estar disponível à população duas vezes por semana.

Valéria Maciel tem 52 anos e luta contra a síndrome do pânico há quase 30. “São 28 com a síndrome e 26 tomando remédio, mas estou há quase um mês sem.”, reclama a dona de casa. Ela relata que não há médicos para atender. “Vim aqui e passei com uma enfermeira”. Sobre os medicamentos, revela que já precisou pedir emprestado para amigos. “Tomo dois remédios, são controlados, quando estou muito ruim peço emprestado para quem eu conheço, mas é errado”, conta.

O autônomo Matheus Branco de Miranda, 50 anos, morador do bairro São Lucas também pede melhor atendimento no local. “Minha nora ficou o terceiro e quarto mês da gestação sem pré-natal, só escutou o coração do bebê no quinto mês, porque uma enfermeira atendeu”, revela. “Cada um faz a sua função, enfermeiro não pode atender assim”, acrescenta. Outra reclamação é sobre a demora para marcar consultas e o adiamento das mesmas. “Demoram meses para marcar e quando chega no dia desmarcam. Minha esposa tinha consulta hoje, mas ‘jogaram’ para 3 de abril”, finaliza.

O advogado e presidente do PSOL, Rodrigo Chizolini, diz que o problema vem desde o ano passado. “Ficaram três semanas sem atendimento, pois o médico saiu de férias e não colocaram substituto”, afirma. Outra preocupação é o fato da ESF atender moradores de diversos bairros. “Médico duas vezes na semana para atender essa região que é grande demograficamente? Eles estão perto da UBS do Itapeva, mas não podem usar”, questiona.

Ao ser questionada, a Prefeitura de Votorantim informou que não foi procurada por moradores ou representantes do bairro. Afirma que no final do ano passado houve uma conversa, possibilitando o esclarecimento de algumas dúvidas. “Houve reunião com representantes da pasta e representantes dos moradores daquela região, onde foi esclarecido que se trata de uma unidade de Estratégia da Saúde da Família (ESF) e não uma Unidade Básica de Saúde (UBS)”, completa. Diz ainda que a UBS do Itapeva está dando suporte aos atendimentos. Sobre a falta de médicos, a resposta é de que a médica pediu desligamento e a reposição é a partir do Programa Mais Médicos do Governo Federal e que a solicitação já foi feita e esperam a reposição. Diferentemente do que os manifestantes afirmaram, a Prefeitura garante que os médicos estão atendendo três vezes por semana no local. (Supervisão: Luciana Lopez)

 



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