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Mais da metade dos jovens que utilizam fone de ouvido sofrem com zumbido no ouvido, revela pesquisa

Fonoaudióloga fala sobre as consequências do hábito que faz parte da vida de mais de 90% das pessoas entre 11 e 17 anos
 Foto: Divulgação  

O zumbido no ouvido, um dos sintomas da perda de audição, está se tornando cada vez mais comum entre os jovens. A revelação é de uma pesquisa, realizada no ano passado pelo Instituto Ganz Sanchez, que investiga e trata zumbido no ouvido.

O estudo analisou adolescentes entre 11 e 17 anos na cidade de São Paulo. Mais de 90% dos entrevistados revelaram utilizar fones de ouvido diariamente. Destes, mais da metade confirmaram já ter sentido zumbido no ouvido, principalmente após sair de um ambiente barulhento.

Dra. Vanessa Gardini, fonoaudióloga da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos explica que os sons muito altos prejudicam as células dos ouvidos. “A música em fones de ouvidos, festas ou shows pode ultrapassar 100db, o que prejudica os ouvidos, que não são preparados para ouvir sons acima de 80db. Estes ruídos excessivos causam o que chamamos de fadiga auditiva, que é quando as células auditivas são danificadas temporariamente, como se estivessem ‘cansadas’, causando sintomas como zumbido, dor ou sensação de ouvido entupido”, explica. “Normalmente os sinais desaparecem se houver um período de descanso, uma ‘trégua’ nos sons altos, no entanto, caso a exposição seja constante, pode ocorrer a perda auditiva definitiva”, completa a especialista.

Perda de audição acontece cada vez mais cedo

Na última década o perfil das pessoas que possuem perda auditiva mudou. “Antigamente era mais comum idosos sofrerem com perda de audição, hoje em dia o perfil está mudando. É cada vez mais comum pessoas jovens procurarem atendimento fonoaudiológico se queixando de dificuldades em escutar ou de zumbido”, frisa a especialista.

Um dos principais motivos deste aumento na perda de audição entre os mais jovens é o reflexo das mudanças sociais e das tecnologias que proporcionaram novos hábitos. “Como a pesquisa revelou, a maioria dos jovens utiliza fones de ouvido em volume alto, o que prejudica a audição. Eles também estão mais expostos por frequentar festas e lugares barulhentos, como as baladas. Sem falar no trânsito e ruído comum das grandes cidades”, exemplifica Dra. Vanessa.

Outra razão para o aumento nos diagnósticos de perda auditiva é o acesso à informação. “Também está mais fácil saber se há um problema. Se a pessoa está sentindo um desconforto ou zumbido, procura sobre isso na internet e rapidamente tem acesso a muitas informações que podem apontar a perda de audição, o que não existia até alguns anos atrás. Ou seja, aumentou também o número de diagnósticos pois as pessoas estão mais conscientes quanto ao assunto”, completa. 

Prevenção é o melhor remédio

A melhor forma de lidar com a perda auditiva ainda é a prevenção. “O ideal é evitar estar exposto a ruídos altos, usar o fone de ouvido no volume mais baixo possível e preferir os modelos externos, que não jogam o som diretamente nos ouvidos. Também é importante dormir bem, cuidar da alimentação e prevenir ou controlar doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes, que também contribuem para a perda de audição. Também é recomentado visitar o fonoaudiólogo ao menos uma vez ao ano para consultas de rotina, assim como fazemos com o médico clínico ou ginecologista”, frisa Dra. Vanessa.

Aparelho auditivo corrige a perda de audição

Quando a perda de audição está estabelecida é preciso corrigir o problema o mais breve possível. “A perda auditiva, quando não tratada aumenta as chances de desenvolver problemas de memória, demências, aumenta o risco de quedas e de problemas neurológicos degenerativos, como o mal de Alzheimer”, alerta.

A principal maneira de corrigir a perda de audição é com o uso de aparelhos auditivos. “Os aparelhos auditivos são dispositivos eletrônicos bem pequenos e discretos atualmente, que são regulados por um fonoaudiólogo, com base nos exames de audiometria e necessidades individuais. Os aparelhos compensam cada faixa de frequência dos sons graves aos agudos para a correção da audição”, ilustra Dra. Vanessa.

 Além disso, os aparelhos auditivos modernos possuem conectividade com smartphones e smartTVs. “Com estes recursos, é possível atender a chamadas telefônicas, ouvir música ou assistir a programas de TV com o som sendo enviado diretamente aos ouvidos”, enfatiza. 

O preço do aparelho auditivo é determinado pelas necessidades do paciente e pelas funcionalidades agregadas. Atualmente existem linhas de crédito especiais para a aquisição deste tipo de acessório no Banco do Brasil. 

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.proouvir.com.br.

 

Fonte: Q Notícia










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