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Novos índices de pressão arterial requerem atenção da população, diz especialista

Quem antes não tinha o diagnóstico de hipertensão, pode passar a ter e deverá ligar o sinal de alerta
 Foto: Divulgação 

Cardiologista da Clínica MedCenter Norte, Dr. Antonio Amador Calvilho Junior

A hipertensão é uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de pressão das artérias do organismo, tendo várias consequências, como o infarto do miocárdio, os acidentes vasculares cerebrais (AVC ou "derrame"), insuficiência renal e cardíaca, morte súbita, entre outras. De acordo com a medida adotada pelo American College of Cardiology (ACC) e pela Americam Heart Association (AHA), novos valores que determinam a hipertensão em um ser humano, a partir de agora, é o de 130 x 80 milímetros de mercúrio (popularmente falado como 13 por 8); que pode apresentar-se, ainda, sob duas condições: que é dividida em duas gradações: o grau 1, até 139 x 89; e o de grau 2, mais grave, acima de 140 x 90. Esses números indicam a pressão nas artérias do corpo contra as quais o coração bombeia.

“Portanto, para qualquer valor acima de 120 x 80 mm Hg já existe o alerta, pois considera-se de 120 a 129 pressão arterial sistólica como pressão arterial elevada. Ou seja, se você mediu sua pressão arterial recentemente, e nas condições adequadas, obteve a medida sistólica maior que 120 ou diastólica maior que 80, você será considerado um indivíduo com pressão elevada”, explica o médico cardiologista da Clínica MedCenter Norte, de Sorocaba/SP, Antonio Amador Calvilho Junior.

Antes, os médicos consideravam um paciente hipertenso aquele que apresentava a aferição da pressão arterial igual ou maior que 140 x 90. Menor do que isso, ela era considerada normal, sem qualquer risco aumentado de desenvolvimento de doenças.

Para o especialista, as mudanças foram válidas, pois servem para prevenir que muitos indivíduos sejam acometidos por problemas sérios no coração. “O objetivo de alterar a mudança nos valores é para podermos tratar o máximo de pessoas o quanto antes. Ou seja, evitar que elas fiquem muito tempo de suas vidas com uma possível hipertensão arterial elevada sem o devido tratamento, pois as consequências podem ser doenças cardiovasculares mortais e incapacitantes”.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em última pesquisa realizada em abril do ano passado, cerca de 20 a 30% da população brasileira adulta sofre com a hipertensão arterial; tornando ainda mais importante a adequação a esses novos valores. “O propósito da mudança deve ser em tratar adequadamente e prevenir a piora e as consequências da doença, como derrames ou infartos do miocárdio, que são as mais conhecidas, mas, definitivamente, não são as únicas consequências”, alerta o cardiologista.

Como evitar

São diversas as causas da hipertensão, mas a principal delas é a questão genética, agravada pelo abuso no consumo do sal nas alimentações, que deve ser de até 5 gramas por dia. Ainda de acordo com a SBC, no Brasil, a quantidade média ingerida está entre 12 e 15 gramas diariamente, dando a indivíduos com mais de 55 anos de idade e com níveis normais de pressão arterial, até 90% de chance de desenvolver a hipertensão arterial.

Por isso, é imprescindível que a população mantenha bons hábitos de vida, como atividade física regular, controle do peso corporal, controle da obesidade central, conhecida como "barriguinha de chope", e do excesso de sal na dieta.

“A pressão alta não tem cura. A partir do momento do diagnóstico, ela deve ser tratada para o resto da vida. Não necessariamente somente com medicamentos, mas também deve englobar o que chamamos de mudança de estilo e hábitos de vida”, conclui o médico.

 

Fonte: JF Gestão de Conteúdo










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