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Qualidade da gasolina: De cinco postos pesquisados, um se recusou a fazer o teste em Votorantim
 Foto: Jorge Silva 

Posto Mundial foi um dos avaliados

Matheus Cirone
(programa de estágio)


Você, motorista, sabe que pode pedir, em qualquer posto de combustível, a análise dos produtos oferecidos? A equipe de reportagem da Gazeta de Votorantim realizou o teste de qualidade da gasolina comum em cinco postos de Votorantim, três na região central e dois em bairros, e é possível afirmar que a gasolina comercializada está dentro das normas pedidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).
O Auto Posto Mangueira, de bandeira Petrobras, localizado na Av. Luiz do Patrocino Fernandes, apresentou a porcentagem de etanol na gasolina comum, estipulada pela ANP, que é de 27%, podendo ter uma alteração de +1 ou -1. De acordo com o gerente do local, Elias Pires de Oliveira, conhecido como Nenê, é importante oferecer um combustível de qualidade. “É a qualidade do posto e a preocupação com o cliente, que não pode ser prejudicado”, disse.
O Santa Isabel Auto Posto, que fica na Av. 31 de março, também está dentro das normas, com uma gasolina comum composta com 27% de etanol. Apesar de sem bandeira, o dono do local, Alexandre Justi, garante que só trabalha com combustível de qualidade. “Têm muita gente que não acredita na qualidade do combustível do posto sem bandeira, mas aqui trabalhamos com combustível bom”, contou.
Também sem bandeira, o Super Posto São João, na Av. São João provou que cumpre as normas necessárias pedidas pela ANP. Há um ano e meio como gerente do posto, William Aires de Araújo, disse que realizam análise a cada 5 mil litros de gasolina comum recebida. “Recebemos o combustível e fazemos a análise. Se for 30 mil litros, repetimos a análise seis vezes. É para garantia de qualidade para o cliente”, revelou.
Tiago Pereira é gerente do Auto Posto Mundial de Votorantim, no bairro Itapeva, e garante que poucas são as pessoas que pedem a análise. “Difícil quem peça, na semana da paralisação, duas pessoas pediram, uma de etanol e outra de gasolina e atendemos prontamente”, lembrou. Os 27% de etanol máximos permitidos na gasolina foram encontrados no teste, feito no local, pelo próprio gerente, confirmando a qualidade do combustível. Neste posto, a reportagem também conferiu o etanol, que estava dentro do esperado, 93,5%. Segundo a ANP, o teor alcoólico do etanol hidratado deve ser entre 92,5% e 93,8%.
Trabalhando em postos de combustíveis há mais de 30 anos, Gerson Lima está há seis no Super Posto Cristal, bandeira Ruff, no bairro Rio Acima. Lá, a gasolina comum também está com 27% e o etanol com 92,9% de teor alcoólico, ambos dentro das porcentagens definidas pela ANP. “Poucas são as pessoas que pedem a análise e quando pedem não sabem como funciona, esse é o problema”, disse.
Apenas um posto, o Auto Posto Mangueira da Av. 31 de março, bandeira Petrobras, não realizou a análise. A equipe de reportagem esteve quatro vezes no local, em duas o gerente não estava e nas outras duas o mesmo disse que não teve resposta do dono do comércio autorizando a análise.

A análise
O processo é rápido e simples, apesar do cuidado necessário, e pode ser requisitado por qualquer consumidor, que deve ser atendido na hora e acompanhar a análise.
O responsável por mostrar a qualidade da gasolina deve preencher uma proveta com 1 litro de gasolina. O primeiro passo é ver se o combustível está límpido e isento de impurezas, depois colocar 50ml na proveta de 100ml e completar o restante com solução aquosa de cloreto de sódio. Em seguida a proveta deve ser balançada, para que haja a separação da gasolina com o etanol.
Após a separação, o percentual de álcool na amostra de gasolina pode ser facilmente calculado da seguinte forma: V = Percentual em volume de álcool anidro na gasolina; A = Aumento da cama aquosa; Resultado: V=(A x 2) + 1, ou seja, de acordo com as normas da ANP, a proveta deve estar marcando entre 63 e 64 ml, para que a gasolina comum seja de qualidade, caso o número seja superior, significa que há mais etanol que o necessário. (Supervisão: Luciana Lopez)

 

 

Reportagem Publicada na edição n°271 de 09 a 15 de junho de 2018 da Gazeta de Votorantim, página 05.

 










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