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07/07/2018 - 07:00
Gaguinho presta depoimento para a Comissão de Ética e Decoro
 Foto: Divulgação 

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Matheus Cirone

(programa de estágio)

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Votorantim escutou o vereador José Antônio de Oliveira, Gaguinho (DEM), na última terça-feira (03), na sala de reuniões da casa do Legislativo. O depoimento, marcado para às 10h, durou mais de uma hora e contou com a participação dos vereadores Ita (PPS), presidente da Comissão; Pastor Lilo (MDB), relator da Comissão; Zelão (PT); Pastor Dr. Luiz Carlos (PSL); Fabíola Alves (PSDB); Mauro dos Materiais (PTB); Heber Martins (PDT) e representantes do jurídico da Câmara.
O depoimento, marcado para o último dia 25, tinha sido adiado a pedido de Gaguinho, que não teria conseguido juntar provas suficientes, mas que foram apresentadas na reunião de ontem.
Segundo Ita, presidente da Comissão de Ética, o principal argumento de defesa do vereador Gaguinho é a falsificação da assinatura dele pelos ex-assessores. “Ele alega que os ex-assessores falsificaram a assinatura dele e que só esteve ciente de uma das viagens que os ex-assessores acusam ele de ter feito”, disse. 
Ele requisitou ao presidente do Legislativo, vereador Bruno Martins, a contratação de um perito em exame grafotécnico para analisar se as assinaturas são falsas.  O exame grafotécnico analisa assinaturas em cheques, contratos, documentos oficiais, mediante confronto com padrões. Tem como objetivo dar autoria ou não a um determinado indivíduo, seja para uma assinatura inautêntica ou para outros grafismos, mediante confronto com padrões.
Sobre um esclarecimento do caso, ele garante. “Pode ser que demore um pouco, pois precisamos ter a certeza de que a assinatura é falsa ou não, para assim tomarmos uma posição, mas, como presidente desta Comissão, garanto a população que daremos uma resposta”, disse. “Tudo está sendo filmado e depois estará à disposição do Ministério Público”, finalizou.
Já Gaguinho não quis falar muito sobre o processo, mas disse estar tranquilo. “Estou mais tranquilo do que nunca, mas gostaria de não falar muito, quero esperar todo o processo acabar”, afirmou. Mas revelou. “Eu não tenho conhecimento das viagens, só estive em uma delas. Os ex-assessores que tomavam conta da minha agenda, eu confiava neles. As assinaturas não são minhas”, argumentou, demonstrando confiança. “Estou confiante, tranquilo, não iria até o Ministério Público se não tivesse um argumento forte”, ressaltou. 
Na próxima terça-feira, dia 10, às 10h, a Comissão de Ética e Decoro se reúne para decidir os próximos passos no trabalho de apuração da denúncia. (Supervisão: Luciana Lopez)

 

 

 

Reportagem publicada na edição 275 da Gazeta de Votorantim, de 07 a 13 de julho de 2018, página 08.

 

 










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