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Dia do ortopedista: médicos especialistas falam sobre transformações e desafios da área

Atualização constante e surgimento de novas tecnologias estão entre os fatores que tornam a profissão cada vez mais dinâmica
 Foto: Imagem Ilustrativa 


No dia 19 de setembro é lembrado o dia do médico ortopedista. A data remete à criação da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), órgão fundado em 1935 e que tem por objetivo promover a formação e atualização dos profissionais da área em todo o país.

Desde a criação da SBOT, muita coisa evoluiu na especialidade médica responsável pela saúde dos ossos, músculos, ligamentos e das articulações. Atualmente, os conhecimentos na área são vastos, a ponto de ser necessária a criação de novas subespecialidades, abrindo um leque a partir da área de conhecimento principal.

Dra. Marina Monteiro, médica ortopedista, especialista em cirurgia do pé e tornozelo, da clínica Ápice Medicina Integrada lembra que até algumas décadas atrás, um único médico ortopedista estava apto a atuar em todas as demandas que surgiam na especialidade. “Hoje em dia, o nível de conhecimento acumulado, as novas técnicas e tecnologias aumentaram, e muito, a quantidade de informação a ser absorvida para ser um bom ortopedista, o que fez necessário o surgimento das subespecialidades, para que seja possível um melhor aproveitamento e eficácia em se aprofundar em subáreas específicas”, conta.

Atualmente existem médicos ortopedistas especialistas em joelho, pé e tornozelo, coluna, quadril, mão e cotovelo, ombro, traumatologia esportiva e ortopedia pediátrica. “São áreas de atuação fundamentais para proceder com um tratamento eficaz e de qualidade, afinal, o subespecialista estuda a fundo o seu campo de atuação. Uma pessoa com problema de coluna, por exemplo, tem um atendimento de melhor qualidade e um tratamento mais assertivo ao se consultar com um ortopedista especialista em coluna, que está extremamente capacitado para aquela região do corpo”, completa a médica.

Assim como o nível de conhecimento, os desafios também aumentam com o passar dos anos, exigindo dedicação integral do profissional da ortopedia. “É preciso estar o tempo todo participando de congressos e encontros de atualização para estar a par das mais recentes técnicas e tecnologias, o que se reflete no aumento da qualidade do tratamento e também da resolutividade dos casos”, acrescenta Dra. Marina.

Dentro da maratona pela atualização, surgem alguns percalços, que exigem criatividade para serem superados, como explica Dr. Mauricio Mod, médico ortopedista e especialista em cirurgia do joelho da clínica Ápice Medicina Integrada. “Um dos procedimentos mais modernos em que atuo é a artroplastia total de joelho navegada por computador, onde a articulação desgastada é substituída por uma prótese metálica. Toda a cirurgia é milimetricamente validada por um software específico. Para que novos médicos possam aprender a técnica, é preciso fazer uma modalidade de treinamento em cadáver, que ainda não é regulamentada no país. Para que possamos ensinar os ortopedistas, temos que reunir um grupo e viajar à França, onde a técnica é permitida e operar no laboratório da fabricante da prótese, que fica instalado em uma universidade”, conta.

Dr. Walberto Kushiyama, médico ortopedista especialista em quadril, prevê o aumento da demanda por profissionais subespecializados na ortopedia, citando como um dos fatores responsáveis, o crescimento da população idosa, por exemplo. “Diversos problemas de saúde têm incidência aumentada na terceira idade, como a osteoporose ou problemas no quadril ou coluna. Com o aumento da população idosa, a tendência é que os médicos que cuidam desses males sejam cada vez mais requisitados, afinal, todos querem viver mais e com qualidade de vida”, comenta.

Embora os desafios possam ser desgastantes, o sacrifício é capaz de propiciar momentos de satisfação. “Graças às novas tecnologias e ao aprofundamento dos estudos, podemos ter o privilégio de devolver a mobilidade e tratar problemas graves, que antes não tinham solução e deixavam as pessoas incapacitadas, ou com dores e dificuldades de locomoção. Ver o paciente feliz e recuperado é o que faz valer a pena todo a nossa dedicação”, concluem os médicos.


Fonte: Q Notícia










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