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Momentos que antecederam o Plebiscito da Emancipação

Mathias Gianolla e o senador José Ermírio de Moraes

 

Cesar Silva


Nos anos 50 começava a surgir no anseio da comunidade votorantinense o desejo de promover um movimento pró-emancipação. As articulações começaram a ser feitas, as discussões, comícios, entre outros atos, até chegar a data decisiva, o 1º de dezembro de 1.963, dia do plebiscito, com a manifestação favorável para o desmembramento. Em todo esse período, Sorocaba esteve sendo governada por prefeitos que naturalmente nunca manifestaram seu apoio a Emancipação.
Na véspera do Plebiscito da Emancipação, o gerente da fábrica de tecidos Votorantim, Mathias Gianolla, lançou um folheto assinado por ele e entregue em todo o distrito. Dizendo assim:
“Há apenas 24 horas do momento em que iremos às urnas para, livremente, darmos o nosso voto, façamos um retrospecto dessa longa e penosa caminhada e não podemos deixar de reconhecer que somente graças divinas poderiam ter dado energia e serenidade para suportarmos intrigas e inverdades da força contrária, que tenta impedir o bem-estar de nossas famílias. Nessa luta, tivemos o amparo de todos os guias espirituais do povo deste distrito, padres, ministros e anciões, a quem, sinceramente rendemos nossas homenagens. Nesta hora final, não iremos repetir os argumentos que criaram a nossa independência, mas, se isso não fazemos, não podemos deixar de alertar o povo de Votorantim para as intrigas e mentiras de última hora que, por certo, serão, ainda, lançadas para tentar o último esforço contra as forças do bem. De acordo com a lei, quinta-feira p.p., às 24 horas, terminou o livre curso das propagandas. Assim, os que só podem lançar mão de mentiras o fazem na última hora, quando não poderão sofrer a contradição de outra parte. Ainda hoje circulou um Boletim sobre a venda das casas, o qual é um amontoado de mentiras, pois todos já ficaram sabendo, pelas reuniões que fizemos, que: 1) Ninguém, é obrigado a comprar casa senão o desejar, assim como lhe será assegurado o direito de continuar como inquilino; 2) No caso de compra, as prestações jamais serão fora do alcance do comprador; e 3) Os impostos jamais serão os mencionados no Boletim; o que ali menciona será pago se Sorocaba continuar mandando, pois, em Votorantim, casa de aluguel inferior a Cr$ 2.000,00 estarão livres de impostos”.
           
Cesar Silva é jornalista e autor de três livros sobre a história local Visite a Fanpage: “Histórias da Minha Cidade –Votorantim”


Coluna publicada na edição n°296 da Gazeta de Votorantim, de 1 a 7 de dezembro de 2018, página 14.

 

 










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