Anterior

Cantinho da Saudade: Flávio Sampaio “Savoinha” (In Memorian)

25/03/2019

Anterior

Próxima

Coluna do Chef, edição 309: Pimentão e alho-poró refogados em vinagre balsâmico

25/03/2019

Próxima
25/03/2019 - 11:23
Cerca- lourenço do esporte: Tirem a nação da UTI, por favor!

Kaká Martins

Tive a oportunidade de estar numa coletiva de rádios do interior no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo, e confesso que fui “seco” para questionar o Governador João Doria sobre os projetos e planos para o esporte.

Representando a Top FM Sorocaba, acabamos por entender que duas outras questões relacionadas a saúde seriam mais pontuais, e de fato repercutiram positivamente para a região pois “saúde é o que interessa e o resto não tem pressa”.

Já começo a achar que é utopia da minha parte esperar que um dia, governantes e líderes mundiais, priorizem o lazer, o esporte ou a ginástica praticada de forma habitual, seja nas escolas, nas repartições públicas ou em qualquer aérea que haja espaço e um professor/monitor.

Para o político só interessa falar de saúde em forma de construções de hospitais, contratação de médicos, investimento em insumos, campanhas de prevenção e etc...

Havia 20 rádios do interior e fiquei na esperança de que alguma delas fosse questionar o líder do estado maior do Brasil (que poderia ser um País) no tema esporte, e para minha frustração, nada. Ninguém perguntou, e a palavra esporte sequer foi mencionada em quase duas horas de perguntas e respostas.

O estado tem outras prioridades, eu entendo. Para os dias de hoje eu até compreendo.

Se fizermos uma busca no programa de governo de Doria, superficialmente é citado o esporte como agregador de valores desportivos e de cidadania, investimentos e manutenção de jogos regionais e abertos, e blá blá blá.

A transformação há de vir com ousadia por parte de um líder. A ousadia de transferir parte de outros orçamentos para a pasta do esporte, revertendo o custo com tratamentos de saúde, colocando e conscientizando o cidadão da importância para a prevenção e manutenção da qualidade de vida por meio da prática esportiva.

Obviamente que vai mexer com a cultura, com os costumes, com os hábitos (péssimos) de nós brasileiros, mas se não o fizer, cada vez mais as pessoas ficarão mais doentes, depressivas e inoperantes.

O estado ou a união economizarão bilhões em previdência, em hospitais, em folha de pagamento, em remédios, em tudo.

Não há um mínimo de bom senso nas falas e debates dos nossos políticos, numa conta tão simples de fazer, num plano tão simples de se colocar em prática, mas não.

Eles preferem o “prático” e desviam nossas atenções para discursos eleitoreiros na intenção de se perpetuarem no poder à moda antiga, pois são sempre os mesmos que ainda conseguem estar no poder, vendendo a ideia da “obras no hospital”, “ampliação da UBS”, “concurso para médicos”, “pedidos e requerimentos junto a união para compra de remédios”...

Ninguém tem a coragem de “bater no peito” e começar do zero. E não me parece só “malandragem politiqueira” não. É falta de conhecimento técnico e ignorância mesmo.

Queria um país onde se pudesse ler o slogan: “Uma nação que tem saúde para dar e vender”

Só a prática esportiva nos tirará da UTI. Se tiramos esses “ignorantes políticos do caminho, talvez tenhamos uma chance.

Coluna publicada na edição 309 do Jornal Gazeta de Votorantim, de 23 a 29 de março de 2019, página 13.










Deixe seu comentário



Newsletter
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.