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Votorantim,02/06/2026

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    Obras incompletas em Votorantim somam mais de R$ 500 mil em investimentos

    Obras deveriam ter sido concluídas em 2018

    Fonte: Jorge Silva
    Obras incompletas em Votorantim somam mais de R$ 500 mil em investimentos Ciclovia não foi concluída na Av. Gisele Constantino

    Ivana Santana



     
    Um estudo divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) no último dia 04, quinta-feira, apontou que existe uma obra pública atrasada e uma paralisada em Votorantim. O valor inicial dos contratos, investido nas duas obras, somado, chega a R$ 564.486,93. O levantamento, inédito, ainda apontou que existem mais de 1.600 obras públicas paralisadas ou atrasadas no estado de São Paulo que, juntas, representam mais de R$ 49 bilhões em investimentos. Os dados foram colhidos pelo Tribunal entre os meses de fevereiro e março deste ano, quando foram consultados 4.474 órgãos jurisdicionados nos municípios e estado. O painel de obras atrasadas e paralisadas pode ser acessado por meio do link http://bit.ly/2FZpIRw.
    De acordo com o estudo, a obra atrasada em Votorantim é de uma “reforma de prédio na Avenida Albertina Nascimento, que vai abrigar diversas secretarias do município”. A contratante da obra foi a Prefeitura e a contratada foi a empresa VG Aços Comércio de Materiais LTDA. EPP. O valor inicial do contrato foi de R$ 316.032,12 e o início da obra se deu em 15 de fevereiro de 2018. Segundo o contrato inicial, a data prevista para conclusão foi em 16 de maio de 2018. O motivo do atraso não foi informado no estudo.
    Já a obra paralisada na cidade, segundo o TCESP, é de “implantação de calçada e ciclovia no município, na Avenida Gisele Constantino”. A contratante da obra foi a Prefeitura e a contratada foi a empresa Ney Costa Engenharia e Construções LTDA. O valor inicial do contrato foi de R$ 248.454,81 e o início da obra se deu em 15 de dezembro de 2017. Segundo o contrato inicial, a data prevista para conclusão foi em 15 de março de 2018. O motivo da paralisação, segundo o estudo, foi “deficiências/insuficiências nas informações no projeto básico”.
    O artista e arte-educador Felipe José de Souza, conhecido como Felipe Alduino, que tem 22 anos, mora no bairro Vossoroca, em Votorantim, e passa de bicicleta pela Avenida Gisele Constantino pelo menos três vezes por semana. Para Felipe, uma ciclovia faz muita falta no local: “uns dias atrás eu estava andando de bicicleta em uma avenida de Sorocaba que não tem ciclovia, e um carro passou muito próximo de mim. O motorista tirou o braço pelo vidro do carro e me empurrou. Eu fiquei com muito medo de andar na rua sem ciclovia depois disso. E a Avenida Gisele Constantino é uma das que eu mais tenho medo de passar de bicicleta. Por ser uma avenida muito próxima de shopping e supermercados, passam muitos carros por ali, e não tem espaço para a gente passar de bicicleta. E nas calçadas dessa avenida têm muito pedestre, então não dá para passar na calçada ali também. Ou a gente tem que descer da bicicleta ou se arriscar na rua”, comenta.
    O artista destaca que a paralisação da obra da ciclovia, que segundo contrato inicial deveria ter sido finalizado há mais de um ano, é muito ruim. “Uma ciclovia ali seria excelente, pois eu teria mais segurança ao andar de bicicleta, que é o meio de locomoção que eu tenho para andar pela cidade. Aquele trecho é muito perigoso para quem anda de bicicleta, que é muito suscetível a acidentes com carros passando por perto. Eu gostaria de poder me locomover de bicicleta com mais segurança”, afirma.
    De acordo com a Secretaria de Obras e Urbanismo de Votorantim, “em relação a reforma do prédio está em andamento, com 80% de obra concluída. Quanto a ciclovia, o contrato foi reprogramado junto à Caixa Econômica Federal. A Prefeitura aguarda a liberação para retomar a obra”.
    Já a Caixa Econômica Federal informou que “o projeto de implantação de calçada e ciclovia no município de Votorantim foi analisado e aprovado para execução. Contudo, a Prefeitura Municipal informou a necessidade de revisão no projeto. A Caixa declara que a obra no trecho que está sendo reprogramado aguarda a entrega, por parte do município, de documentação para continuidade da análise. O novo prazo para finalização da obra dependerá da entrega dessa documentação. A Caixa ressalta que a obra está liberada nos trechos que não são pertinentes à reprogramação”.


     




    Reportagem publicada na edição nº 312 do jornal Gazeta de Votorantim, de 13 a 18 de abril de 2019, página 05.




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